Queríamos como presidente da república, alguém dos nossos. Operário, pobre, semiletrado, rústico, amante e expositor do senso comum, inimigo da ciência, um Che Guevara dos desiludidos. Que sustentasse o ledo engano da alma do povo sofrido de que, um dia, todos chegaríamos lá. Tivemos um proletariado que apenas nos usou e enganou.
Ele e seus
companheiros fizeram homérica farra com dinheiro público; Mensalão, Petrolão; malas
e cuecas abarrotadas com milhares de cédulas de cem reais furtadas dos cofres
públicos e assim ficou difícil continuar acreditando na seriedade de suas
promessas; ainda diz que nada sabia e que era desconhecido os tais episódio.
Banalizou a
história de uma causa, e ainda continua gritando pelos continentes que o Brasil
está excelente e que não temos mais miséria; que PCC e CV não são grupos terroristas
e que traficantes são vítimas dos viciados. Então, suicidou-se o modelo de
herói e nos decepcionamos com o homem das parábolas e metáforas simples.
Esperamos, agora,
que neste próximo final de outubro, os brasileiros sejam heróis que protejam
mais o país desses seus verdugos; que afugentem toda espécie de narcisismo, tornando
os interesses desta nação superiores aos seus desejos de torcedores alienados de
facções criminosas, travestidas de partidos políticos.
Que sejam sábios, tendo consciência do que falam e fazem e os efeitos de suas escolhas no futuro dos nossos filhos; que tenham no presidente que sucederá nosso “Che Guevara dos desiludidos”, alguém que não mate, em nós, a santa utopia de que nem tudo está perdido.

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