Sentir saudade de um pai é revisitar histórias, gestos e sorrisos que marcaram a vida. É reconhecer que a ausência física não apaga o afeto nem os ensinamentos que continuam a guiar o caminho. A cada lembrança, renasce a força para seguir e a esperança de um reencontro além da vida.
Passa tempo, passa tempo... E chegou novamente agosto. O mês difícil. Não, não é nenhum tipo de superstição. É apenas um mês difícil. Triste. É difícil ver a todo momento a palavra pai estampada em cada canto. Em cada comercial, propaganda, anúncios de lojas. É difícil ficar olhando sempre sugestões de presentes. É triste ver este dia chegar, e com ele a saudade.
A saudade existe sempre, mas neste mês ela vem com mais intensidade, mais força. Se eu soubesse que aquele seria o último dia que vi meu pai, teria o abraçado com tanta força. Se soubesse que seria a última vez que ouviria sua voz, o pediria para ouvir um último eu te amo.
Nenhum abraço, nenhuma palavra de amor jamais terá o mesmo valor. Eu daria tudo para ter seu amor de pai. Para ser amado por um pai. Ter o privilégio deste amor. E que saudade de me sentir uma protegido, de ser tratado como um dos seus seis príncipes!
Nenhum homem no mundo jamais amará um homem como um pai ama seu filho. Nenhum é capaz de cuidar, de admirar, de valorizar, como um pai. E é por isso que minha vontade é gritar bem alto para todos que têm a sorte de ter um pai, para que não só neste dia, mas em todos, os valorize, os ame, os abrace, beije, e aproveite cada instante junto deles.
Uma das muitas músicas do cantor Fábio Júnior, que mais e sempre me encantam, é uma que narra o amor de um filho pelo pai. E sempre que a ouço, sinto um aperto no peito, pois ela me faz lembrar do quanto eu era amado e protegido como filho.
“Pai! Pode ser que daqui a algum tempo haja tempo prá gente ser mais... muito mais que dois grandes amigos Pai e filho talvez... Pai! Pode ser que daí você sinta qualquer coisa entre esses vinte ou trinta longos anos em busca de paz... Pai! Pode crer, eu tô bem Eu vou indo tô tentando, vivendo e pedindo com loucura prá você renascer... Pai!
Eu não faço questão de ser tudo só não quero e não vou ficar mudo prá falar de amor prá você... Pai! Senta aqui que o jantar tá na mesa fala um pouco tua voz tá tão presa nos ensine esse jogo da vida onde a vida só paga prá ver... Pai! Me perdoa essa insegurança que eu não sou mais aquela criança que um dia morrendo de medo nos teus braços você fez segredo nos teus passos você foi mais eu... Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito quero só recostar no teu peito prá pedir prá você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho no tapete da sala de estar Ah! Ah! Ah!... Pai! Você foi meu herói meu bandido hoje é mais muito mais que um amigo nem você nem ninguém tá sozinho você faz parte desse caminho que hoje eu sigo em paz Pai! Paz!..
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.