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26 de julho de 2026

COM PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, ASSÉDIO MORAL NA GESTÃO MUNICIPAL TEM DISPARADA SOB GOVERNO ROBÉRIO

Vereadores denunciam práticas de perseguição política e assédio moral, que implicam em estresse e constrangimento no cotidiano dos servidores da Prefeitura de Eunápolis.

No governo de Robério Oliveira (PSD), os servidores públicos vivem uma onda de práticas de assédio moral, com condicionamento de apoiar, votar e atuar em benefício da reeleição da deputada estadual. Em secretarias e empresas contratadas com vínculos à administração do governo, os casos explodiram em relação aos governos anteriores, tendo como alavanca as perseguições políticas.

Os vereadores Renato Bromochenkel (Solidariedade), Márcio Maécio (Avante) e Rogério Astória (Avante), tem promovido ações e pronunciamentos de exigência pelo fortalecimento da política de enfrentamento ao assédio e à discriminação no Judiciário na Prefeitura de Eunápolis. Servidores vêm sendo ameaçados de censura, com mensagens das chefias afirmando que a ascensão profissional pode ser definida de acordo com o que se divulga nas redes socais e maior envolvimento na campanha eleitoral de Cláudia Oliveira.

O controle da opinião dos servidores e das servidoras também tem sido preocupação dos vereadores de oposição, diante advertências aos servidores que “não é aceitável fazer postagens inapropriadas em redes sociais que atinjam a credibilidade do grupo político do prefeito e primeira dama.

A ameaça adverte que o servidor deve ficar “atento” e que “condutas impróprias são passíveis de retaliações. Termos como Fraternos, Neto Carletto federal, Neto Guerrieri prefeito e ACM Neto vêm sendo usados por superiores hierárquicos para questionar o posicionamento político de servidores e servidoras.

O QUE É ASSÉDIO MORAL - É considerado assédio moral a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas. O assédio tem adquirido, em muitas situações, característica de prática de gestão, transformando-se em um recurso utilizado por alguns gestores e chefias para ampliar a exploração do trabalho, gerando piora nas condições de trabalho e de saúde física e mental dos trabalhadores e das trabalhadoras. Há diversas faces do assédio moral e diversas formas em que pode ocorrer, inclusive a perseguição a preferências pessoais de trabalhadores e trabalhadoras entre elas, as preferências políticas.

O combate ao assédio moral é uma tarefa coletiva e não somente dos vereadores de oposição. A rede de apoio e solidariedade deve estar estrutura nas instituições para que casos sejam evitados e para que práticas de assédio já em andamento sejam freadas. O apoio de colegas e a denúncia são caminhos centrais para que condições de trabalho saudáveis sejam estabelecidas, impedindo a ação de assediadores.

Esse governo já desde a eleição elegeu os servidores públicos como inimigos e tem como prioridade orçamentária e orientação, o fortalecimento das condições de candidatura de reeleição da primeira dama. Os servidores e servidoras são foco desse propósito. Além disso, ideologicamente o governo Robério não tem capacidade para uma gestão republicana. Governa pra seus parentes e aderentes e não para a maioria do povo. Essa é uma visão antiestado e antidemocracia que incontornavelmente entrará em choque com um corpo de servidores e servidoras do Município e não do governo de plantão.

O assédio moral está muito presente nas relações de trabalho no serviço público como um todo, mas a nossa preocupação tem sido no âmbito municipal, principalmente. Precisamos discutir, inclusive, a responsabilidade da administração, porque alguns núcleos de saúde são extremamente enxutos, sem que se dê o devido atendimento às demandas daqueles que necessitam. Há um enorme adoecimento dos servidores e isso não tem o olhar da gestão. O assédio moral está muito presente no dia a dia dos servidores municipais de Eunápolis, o que é visível pela quantidade de eventos eleitorais em que eles são obrigados a apoiar e participar.

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