Muitos eleitores tentam fazer os políticos de trouxas. E quase todos políticos fazem os eleitores de trouxas, prometendo o que não vão cumprir!
O eleitor que vende voto não cobiça apenas o dinheiro conseguido com o candidato, pois é movido pela promessa que também poderá ser beneficiado com cargo comissionado. E assim se esforça para conseguir convencer amigos e familiares a também votarem no dito cujo. Mas o sujeito se elege, assume o mandato e some do eleitorado!
Isto acontece porque a corrupção e a mentira andam juntas. Para manter privilégios, políticos corruptos usam promessas falsas, desviam o foco de irregularidades e manipulam informações. A sociedade costuma enxergar essas figuras como egoístas, que se aproveitam da confiança pública para ganho pessoal, ignorando o bem coletivo.
A associação entre desvios éticos e discursos enganosos é validada em discussões políticas e comportamentais. Promessas de campanha feitas e não cumpridas geram a percepção de que políticos e figuras de poder são enganadores. O engano é uma ferramenta essencial para cooptar cabos eleitorais e garantir a cooptação de votos.
A corrupção vende ilusões e promove a desigualdade, minando a confiança das pessoas nas instituições democráticas, nos partidos, nas eleições como instrumento legal e soberano e acabando por fazê-las acreditar, que todos políticos são iguais e este é um conceito inverídico que os nivelam por baixo.
O combate a essa dinâmica exige que o cidadão fique atento. Para se proteger e buscar mais transparência, é possível utilizar ferramentas de checagem e controle cívico, como organização de jornalismo investigativo que acompanha gastos e ações do poder público e ferramentas oficiais de fiscalização do uso de verbas públicas.
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