Hoje, Maquiavel diria o seguinte sobre Bolsa Família: “Como é ingênuo e fácil de manipular um povo que prefere a escravidão”!
A proximidade das eleições deste ano, já tem exposto uma variedade quase incontável de políticos: há os que estão no governo e dele não querem sair e aqueles que estão na oposição, sedentos para estarem dentro do governo. Em síntese, são quase todos protagonistas de interesses pessoais e de seus feudos, com insignificante propósito de servirem ao povo!
Nicolau Maquiavel, ao listar as controversas “qualidades” do príncipe, escreveu que “é necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade”.
O italiano pregava que o príncipe deveria preferir ser temido a amado. “É muito mais seguro ser temido que amado porque os homens geralmente são ingratos, covardes e ambiciosos de dinheiro e, enquanto lhe fizeres bem, todos estão contigo. E os homens hesitam menos em ofender aos que se fazem amar do que aos que se fazem temer, porque o amor é mantido por um vínculo de obrigação, o qual é rompido sempre que lhes aprouver.”
Dizia que “tão simples são os homens que aquele que engana sempre encontrará aquele que quer ser enganado”. E aconselhava que “o príncipe dos nossos tempos” deve pregar “a paz e a fé, sendo, no entanto, inimigo de uma e de outra”.
Apesar de passados mais de 500 anos da publicação de O Príncipe (1513), Maquiavel ainda é um mistério para a Ciência Política. Há quem defenda que ele tenha sido mal interpretado, que estava sendo irônico ou que quis ajudar Juliano de Médici, político local, a “unificar a Itália e protegê-la contra estrangeiros”. Há, porém, quem acredite que sua intenção era “ganhar favores do governante”.
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