O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senador, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, são alvos de busca em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do banco Master. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também são cumpridas medidas cautelares diversas de prisão, como proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica.
O nome de Wagner já havia surgido nas investigações após a divulgação de informações sobre pagamentos de cerca de R$ 11 milhões realizados pelo banco à empresa BK Financeira, pertencente à sua nora. Na ocasião, o senador afirmou não ter conhecimento de qualquer investigação e negou participação em intermediações ou negociações relacionadas à empresa.
A Operação Compliance Zero foi iniciada em novembro de 2025 para apurar um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal ampliou o foco para possíveis casos de corrupção, pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e a atuação de uma estrutura paralela de intimidação e espionagem conhecida como “A Turma”. Além de Wagner, a nova fase também teve como alvo o empresário Augusto Lima, com mandados cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal por determinação do STF.
O ex-governador da Bahia e atual senador, Jaques Wagner, foi investigado na Operação Cartão Vermelho, deflagrada pela Polícia Federal, sob a suspeita de receber propinas milionárias das empreiteiras Odebrecht e OAS. Os supostos repasses estariam ligados a fraudes na licitação e ao superfaturamento nas obras de reconstrução da Arena Fonte Nova.
Investigações da Polícia Federal sobre desvios de recursos envolvendo a reforma da Arena Fonte Nova, apontam que o ex-governador baiano Jaques Wagner recebeu R$ 82 milhões em propina e caixa dois. A Operação Cartão Vermelho, apurou irregularidades e superfaturamento na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio. Em valores atualizados, os desvios podem chegar a R$ 450 milhões, de acordo com as investigações. A PF chegou a pedir a prisão preventiva do petista.
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