Prefeitos têm relatado a deputados da base governista, federais e estaduais, preocupação com o que consideram risco de descumprimento por parte do governo das promessas de injetar recursos em seus respectivos municípios de agora até o fim do ano. Alegam que, seguindo parte do prometido, convênios começaram a ser assinados, mas o quadro nos órgãos e secretarias que deveriam operacionalizar as intervenções é desolador. Na quase totalidade deles, se ouve que não há dinheiro para nada.
A
dificuldade de acreditar naquilo com que o governo acena, no momento em que
confrontam as promessas com a realidade concreta da máquina administrativa
estadual, tem levado os gestores municipais a fazer uma verdadeira romaria ao
escritório político do ex-ministro Rui Costa (PT), a quem são levadas as
queixas contra o que chamam de descrença geral na figura do secretário de
Relações Institucionais, Adolfo Loyola. "Ninguém mais confia nele",
afirma um deles à Radar do Poder.
O estilo "sambarilove" de Loyola, na prática o articulador político do governo, além de levá-lo a um verdadeiro isolamento político no grupo governista, seria o responsável pelo recuo de muitos gestores que chegaram a namorar abertamente com Jerônimo e acabaram voltando para os braços de ACM Neto (União Brasil), candidato oposicionista ao governo. Para eles, o charme de Loyola, baseado na 'simpatia quase amor', mas sem resolutividade, simplesmente esgotou-se.

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