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1 de maio de 2026

MESSIAS TERIA CHAMADO WAGNER DE “TRAÍRA” APÓS DERROTA NO SENADO

Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. A votação foi secreta.

O ministro da AGU, Jorge Messias, desconfia ter sido traído pelo próprio líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na votação em que a Casa derrotou sua indicação ao STF. Em conversas reservadas após a derrota, relatadas à coluna por três aliados do ministro, Messias teria chamado Wagner de “traíra” e dito que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.

Na avaliação dos aliados de Messias, Wagner pode ter “traído” o AGU em uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), principal articulador da derrota do ministro. O objetivo em comum de Alcolumbre e do líder de Lula, dizem, seria evitar um empoderamento do ministro do STF André Mendonça. O magistrado é relator do Caso Master e foi um dos cabos eleitorais de Messias.

Tanto Alcolumbre quanto Wagner têm aliados enrolados no Caso Master. Como revelou o Metrópoles, na coluna Milena Teixeira, uma nora do líder do governo recebeu R$ 11 milhões do bando de Daniel Vorcaro. Messias e seu entorno avaliam que Wagner induziu Lula ao erro, ao dizer que o titular da AGU teria 45 votos no plenário do Senado. Ao final, o indicado teve apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários.

Também incomodou Messias as imagens do líder do governo abraçando Alcolumbre e sorrindo no plenário do Senado logo após a dura derrota sofrida pelo advogado-geral da União.

ALIADOS DO LÍDER DE LULA REBATEM - Interlocutores de Wagner, por sua vez, rebatem as acusações. Dizem que o líder do governo trabalhou duro por Messias e ressaltaram que quem o conhece sabe que o sorriso ao abraçar Alcolumbre seria um “riso de nervoso’.

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