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9 de março de 2026

FOTO QUE RETRATA A INSENSIBILIDADE HUMANA!

Pai de Lucas Terra, Marion Terra, protestou várias vezes por causa do crime, sem que a sociedade tenha sido solidária a ele, presencialmente, em suas manifestações de protesto e pedido de justiça!   

    A imagem que ilustra este artigo, mostra Marion Terra, protestando contra a justiça manter soltos os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que mataram seu filho Lucas Terra, adolescente que há quase 25 anos, foi queimado vivo e teve corpo abandonado em terreno baldio de Salvador. A dupla foi condenada em 2023, mas aguarda julgamento de recurso em liberdade.

    O que mais me despertou a atenção e causou perplexidade, não são os pastores ainda estarem soltos, depois de serem condenados e sim a apatia das pessoas, que viram essa manifestação de um pai sofrido e não tiveram sensibilidade, pelo menos para ajudá-lo a segurar sua faixa e por isso o pai isolado e inconsolado teve que amarrá-la a uma árvore, pois não houve um só pai com empatia e solidariedade, para que seu protesto não tivesse essa imagem constrangedora e depreciativa para os baianos!

    O caso aconteceu em março de 2001. A vítima tinha 14 anos, quando foi estuprada, queimada viva e teve o corpo abandonado em um terreno baldio da capital baiana. A condenação saiu 22 anos depois, durante júri realizado em abril de 2023. Apesar de condenados a 21 anos de prisão em regime fechado pelo crime, os pastores ainda estão em liberdade.

"Parece que nós, pais do Lucas Terra, somos os bandidos, e eles, as vítimas, porque eles sao protegidos pelo Estado. Os assassinos mataram meu filho uma vez, mas o Estado nos matou inúmeras vezes com cada recurso e agravo. Cada vez que eles facilitam para eles, nós nos sentimos punidos", desabafou Marion Terra.

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