Muitos prefeitos de cidades sulbaianas já admitem a frustração nos primeiros onze meses de mandato. Reclamam da falta de dinheiro para executar projetos e atender os anseios da população, das dívidas herdadas de gestões anteriores, da difícil convivência com a câmara municipal, da pressão popular e dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Para muitos, especialmente os que encaram o primeiro mandato, os sonhos de campanha já se convertem em pesadelo.
Muitos líderes assumiram prefeituras
com a expectativa de transformarem as cidades, em referências de desenvolvimento
humano e prosperidade estrutural, mas decepcionados, logo se depararam com
muitos problemas de infraestrutura, sociais e de instâncias de governo onde só
ouvem não. O quadro é desanimador, mas os prefeitos não pensam em renunciar,
embora dificilmente disputarão a reeleição. O desapontamento é observado por
prefeitos sérios e comprometidos, com vontade de fazer as coisas, mas as
dificuldades são muitas e acabam provocando um desânimo entre eles.
Para muitos prefeitos sulbaianos, a experiência do primeiro mandato tem sido decepcionante. Governar está muito difícil. São inúmeras limitações de financiamento para os investimentos, além da cobrança da sociedade e a burocracia e o regramento, que emperram a máquina. Quase todos são extremamente dependentes do FPM, que é suficiente apenas para pagar a folha de pessoal e o custeio do dia a dia. Com isso, as prefeituras viraram meras executoras de programas de governo estadual e federal que muitas vezes estão desconectados com as necessidades locais.
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