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16 de novembro de 2025

SER PREFEITO PODE SER UM SONHO, CUJA REALIDADE É DE PESADELO

Com pouco mais de onze meses de governo, gestores municipais confessam que estão frustrados no cargo: sem dinheiro, endividados e pressionados pela população e pelos órgãos de controle.

Muitos prefeitos de cidades sulbaianas já admitem a frustração nos primeiros onze meses de mandato. Reclamam da falta de dinheiro para executar projetos e atender os anseios da população, das dívidas herdadas de gestões anteriores, da difícil convivência com a câmara municipal, da pressão popular e dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Para muitos, especialmente os que encaram o primeiro mandato, os sonhos de campanha já se convertem em pesadelo.

    Muitos líderes assumiram prefeituras com a expectativa de transformarem as cidades, em referências de desenvolvimento humano e prosperidade estrutural, mas decepcionados, logo se depararam com muitos problemas de infraestrutura, sociais e de instâncias de governo onde só ouvem não. O quadro é desanimador, mas os prefeitos não pensam em renunciar, embora dificilmente disputarão a reeleição. O desapontamento é observado por prefeitos sérios e comprometidos, com vontade de fazer as coisas, mas as dificuldades são muitas e acabam provocando um desânimo entre eles.

Para muitos prefeitos sulbaianos, a experiência do primeiro mandato tem sido decepcionante. Governar está muito difícil. São inúmeras limitações de financiamento para os investimentos, além da cobrança da sociedade e a burocracia e o regramento, que emperram a máquina. Quase todos são extremamente dependentes do FPM, que é suficiente apenas para pagar a folha de pessoal e o custeio do dia a dia. Com isso, as prefeituras viraram meras executoras de programas de governo estadual e federal que muitas vezes estão desconectados com as necessidades locais.

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