A gente precisa de mais mulheres na política e no ano de 2026 não faltam opções para isso. Só em Itabuna existem umas seis mulheres anunciando que concorrerão nas eleições do próximo ano: Andrea Castro, Carla Xavier, Tia Ró, Mara do Abrigo, Dra Sílvia e Charliane. Ter mais mulheres concorrendo a uma cadeira é ótimo porque as mudanças estruturais que as mulheres buscam para todas elas passam pelos espaços de poder. E é também por isso que muita gente diz que mulher tem que votar em mulher. Mas com isso, surge uma pergunta importante: de qual mulher a gente tá falando?
É preciso lembrar que não se deve só
procurar aumentar a representação feminina nos espaços de poder, mas escolher
alguém para lutar pelos interesses das mulheres e para as defender dos
retrocessos. Logo, essa decisão precisa ser estratégica e atenta.
As mulheres são maioria do eleitorado
e são também um voto disputadíssimo. Por isso, muitos candidatos têm falado em
“mulheres” e em “feminismo” no intuito de se aproximar e conquistar a confiança
das mulheres, mas sem ter, de fato, uma plataforma para o tema e as diferentes
demandas e realidades que perpassam cada uma delas.
A participação de mulheres na política é fundamental para garantir a diversidade e eficácia democrática e para assegurar que políticas públicas atendam às necessidades específicas das mulheres. Por isso é muito importante que mulheres apoiem e votem em mulheres, embora seja necessário ter o discernimento de que existem homens que mais defendem mulheres e mulheres que só defendem seus parentes e aderentes!
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