A cassação do vereador Adriano Cardoso (PP), não alegrou tanto seu suplente, quanto ao prefeito Robério Oliveira (PSD), que já não contava com seu apoio na Câmara. Adriano passou a fazer sérias críticas à falta de atenção com a população e as mazelas nos serviços públicos. Robério então sentiu na mente, o quanto um ex-aliado aborrece muito mais, que cinquenta adversários tradicionais.
A relação entre prefeito e vereador
azedou de vez com a exoneração de mais de 30 aliados do parlamentar, que
estavam nomeados em cargos comissionados na Prefeitura. Este fato está
resultando em Adriano engrossar a fileira da oposição na Câmara, com os colegas
Rogério Astória (Avante), Renato Bromochenkel (Solidariedade), Jorge Maécio (PP)
e Saullo Cardoso (Podemos).
O que deixou Adriano mais áspero, pouco antes
da sua “virada de casaca” e das suas primeiras críticas a gestão, foi uma
suposta declaração de Lourenço Oliveira, secretário de governo e irmão do
prefeito Robério, de que ele e mais uns dois vereadores de oposição são “feras
indomáveis em seus discursos públicos e gatinhos domesticáveis em conversa no
gabinete do prefeito”!
O
fato é que Adriano não é mais vereador e consequentemente, não terá mais tanta
força para atazanar o prefeito. Suas ações políticas e eleitorais estão
enfraquecidas, ainda que ele aja diariamente pelos quatro cantos da cidade, esbravejando
críticas ao prefeito Robério e a mediocridade do mandato parlamentar da primeira
dama, Cláudia Oliveira (PSD).
Ainda
existem dúvidas sobre a possível recontagem dos votos de quoeciente eleitoral,
que poderá alterar a composição do plenário da Câmara. O recálculo eleitoral e
partidário deverá definir quais candidatos serão beneficiados ou prejudicados
com a saída do vereador cassado. A nova distribuição de vagas ainda será
divulgada após a homologação do Tribunal Regional Eleitoral. Todavia, a sobra é
do PL, ou PSD e assim será Heraldo, quem substituirá Adriano, ou Zé Miranda!
A ironia nessa substituição, é que, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem, que Adriano gastou muito pouco em comparação aos custos de “caixa dois” da campanha de Heraldo, que obteve 747 votos. Zé Miranda (PSD), ficou na primeira suplência do seu partido, com expressivos 965 votos.

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