Lula é o maior aliado de Maduro nas Américas e o Prêmio Nobel para María Corina contraria ambos em suas políticas de esquerda e corrupção no continente.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva está hesitando em se pronunciar oficialmente, sobre o Prêmio Nobel da Paz concedido à líder da oposição na Venezuela María Corina Machado, que vive na clandestinidade sob ameaças do ditador Nicolás Maduro, antigo aliado político do presidente brasileiro. Lula e o Itamaraty evitam publicar qualquer comentário.
Em anos anteriores, o governo brasileiro não manteve uma prática padrão sobre os agraciados com o Nobel da Paz. Mas ao menos quatro vezes manifestou-se sobre os premiados, com notas à imprensa divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores.
2024 – Prêmio Nobel da Paz à organização japonesa Nihon Hidankyo
2017 – Prêmio Nobel da Paz à organização não governamental ICAN
2016 – Prêmio Nobel da Paz ao Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos
2015 – Prêmio Nobel da Paz ao Quarteto do Diálogo Nacional Tunisiano
O embaixador Celso Amorim, assessor especial de Lula, afirmou que o prêmio adotou um viés político e que o preocupante é qual será a consequência prática da láurea. Há receio de que o Nobel possa estimular uma invasão à Venezuela. Ele entende que a visão da premiação ainda é muito “europeia” e “distante” da realidade venezuelana in loco.
No Itamaraty, um diplomata ressaltou que o gesto em favor de María Corina poderia incomodar o governo de Maduro. Lula e Maduro mantêm canais de interlocução diplomática, com reuniões entre chanceleres recorrentes.
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