CÂMARA DE VEREADORES

8 de outubro de 2019

HÁ QUE SE REAVALIAR O PROCESSO DE ELEIÇÃO DO CONSELHO TUTELAR

Não adianta Conselho Tutelar sem estrutura para trabalhar,
ou usado e abusado por interesses políticos e eleitorais!
O Conselho Tutelar atende crianças e adolescentes diante de  situações de violação de direitos e seus membros possuem prerrogativas de atender e aconselhar os pais ou responsáveis dessas crianças e adolescentes. Infelizmente no Brasil, os políticos e governantes ruins estão transformando os conselhos, em máquina manipuladora para suas atividades partidárias, ideológicas e políticas. Muitos Conselhos Tutelares neste país estão sendo usados como instrumentos de interesses pessoais e capilaridade eleitoral e este fato é tão irresponsável e desumano que deve merecer uma repaginada em seu sistema de escolha diretiva e metodologia de funcionamento. O atual sistema de escolhas dos candidatos a conselheiros, sob controle das prefeituras, está comprometido por ingerências e interferências de interesses inconfessáveis dos gestores municipais. O processo de escolha para integrar os Conselhos Tutelares, deve ser revisto com urgência. É preciso adensar o processo. A escolha ficou superficial. A escolha deveria ocorrer entre profissionais de assistência social, familiarizados com os conflitos e as fragilidades das relações familiares. As eleições dos conselhos tutelares, acabam funcionando como termômetro  para dimensionar a eleição para vereador e avaliar a influência do governo em seu processo eleitoral. 
Por Jerberson Josué
O resultado desse realidade surge com a transformação de alguns dos conselheiros eleitos, em cabo eleitorais, com uso da própria instituição como instrumento de manobras partidárias e políticas. É pertinente ressaltar, que não há negligência no conselheiro ser político. Mas, a maioria, ilicitamente, usa e abusa das suas funções de atender e aconselhar pais das crianças e adolescentes assistidas; sobretudo da miséria de famílias fragilizadas, para obtenção das suas demandas pessoais e eleitorais.
Essa lamentável e injusta realidade é uma falha que parece ocorrer em todo o país. Por sua vez, a prefeitura não se interessa pela defesa de crianças e adolescentes. Se tivesse preocupação daria mais estrutura, convocaria os conselheiros para ajudar na construção de políticas públicas e haveria ações para auxiliar as famílias. É necessário que os conselheiros dignifiquem suas ações, para serem merecedores do nosso respeito e admiração.

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