19 de fevereiro de 2018

ITABUNA E ILHÉUS APENAS COM CHARLIANE VEREADORA

Charliane é exclusiva como vereadora entre Ilhéus e Itabuna!
A Lei 9.504/97, que determina o percentual de gênero de no mínimo 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, foi instituída como forma de ampliar a participação das mulheres na política, já que antes da norma, quase em sua totalidade, somente homens eram apresentados pelos partidos à disputa em eleições. Mesmo após 20 anos de implantação dessa medida, a participação feminina na política continua baixa. No âmbito federal, o percentual é de aproximadamente 10% de representantes femininas no Congresso Nacional. Em Itabuna, o quadro segue panorama ainda mais reduzido, quando levada em conta a condição de gênero e com base na própria lei. Na Câmara Municipal de Itabuna, por exemplo, entre os 21 vereadores da legislatura atual, apenas uma é mulher (Charliane Souza), número considerado “alto” se levado em conta a Casa Legislativas em Ilhéus, que não conta com nenhuma representante do gênero feminino. O número de mulheres eleitas na Bahia nas eleições municipais de 2016 caiu 12,5%, se comparado com o pleito de 2012. Um levantamento feito por meio de dados colhidos no sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que o estado tem 56 prefeitas em 2016. Em 2012, o número foi de 64. Percentual de mulheres eleitas na Bahia é de apenas 4,7% das que concorreram. Das 233 mulheres que disputaram as Eleições Gerais 2014, apenas 10 foram eleitas; destas, seis já ocupavam os cargos de Deputado Federal ou Estadual pela Bahia. CANDIDATAS ELEITAS NA BAHIA: Deputada Estadual - Ivana Bastos (reeleita), Fátima Nunes (reeleita), Neusa Cadore (reeleita), Maria Del Carmem (reeleita), Luiza Maia (reeleita), Ângela Sousa (reeleita) e Fabiola Mansur. Deputada Federal - Alice Portugal (reeleita), Moema Gramacho e Tia Eron. Suplente de Senador - Marizete (2ª Suplente). FATO CULTURAL: E as próprias mulheres é que devem responder o porquê da pouca participação e principalmente eleição nas urnas. A pouca representação feminina na política é fato cultural e que vem também da distribuição de direitos e deveres entre homens e mulheres, durante muito tempo. À mulher coube o papel de cuidar da casa e dos filhos, enquanto que ao homem era destinado o trabalho e a política. O quadro começou a se modificar a partir dos anos 1930, quando teve início a participação feminina no voto e se ampliou com a lei de gênero na política, em 1997. Mesmo assim, ocorreram apenas pequenos avanços.

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