2 de julho de 2017

SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ EVOLUÇÃO

Não há prosperidade sem educação
Novo estudo da Unesco, lançado este mês, relaciona o aumento da escolarização à redução da pobreza. Intitulado Reduzindo a pobreza global através do ensino primário e secundário universal, o documento afirma que, se todos os adultos tivessem tido acesso ao ensino médio, a pobreza mundial seria reduzida pela metade. O estudo mostra que os países que têm uma renda mais elevada têm também uma população mais instruída, com nível de educação formal mais elevado. O relatório também aponta que a educação vai ter um efeito na economia por diversas razões: em primeiro lugar, a educação vai melhorar as competências das pessoas. Em segundo lugar, a educação vai melhorar a superação da população às mudanças climáticas e aos desastres. Em terceiro lugar, o estudo mostra que as mulheres com nível mais alto de educação formal vão cuidar melhor de seus filhos e haverá uma diminuição de mortes por doenças contagiosas. Parece haver consenso de que, sem investir na educação, o Brasil jamais será capaz de se transformar num país desenvolvido. Será sempre um gigante deitado eternamente em berço esplêndido. Há de se ressaltar, porém, que as políticas públicas para reduzir a desigualdade por meio da educação são sempre de longo prazo, mas são as únicas que garantem mobilidade social. Historicamente, a pirâmide educacional sempre refletiu a pirâmide da estratificação social e econômica brasileiras. Na disputa pelas oportunidades educacionais, os jovens das famílias de maior poder aquisitivo levam grande vantagem. Não há dúvida de que, nas últimas décadas, houve mais investimentos e políticas que garantiram, pelo menos, a ampliação do número de crianças na sala de aula. Ganhamos na quantidade, mas a qualidade ainda está longe do ideal. É preciso, pois, concentrar recursos públicos no ensino básico, oferecer melhor formação e melhores salários aos professores; investir nos polos universitários para a área tecnológica; criar políticas de pesquisas acadêmicas voltadas para as demandas de mercado; e aumentar o tempo de permanência dos estudantes na escola. Para a Unesco, porém, o acesso à escolarização é um problema a ser resolvido, mas também há a questão do conteúdo, que precisa ser mais inclusivo, para abraçar a diversidade. A educação tem de ser transformada num instrumento de inclusão.

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