12 de julho de 2017

O PAÍS ESTÁ COMO UM BARCO À DERIVA

Se o Brasil fosse um país sério, seus "heróis" estariam presos
Muitos reclamam da inércia popular diante do caos e até chegam a culpar o povo por não reagir. A justificativa para tal postura, talvez seja fácil ou impossível, já que a demonstração da falência do sistema político está se dando de modo extravagante, e com elevada carga de choques e contradições, muito mais pela insistência decorrente do protagonismo isolado de alguns do que por uma construção paulatina envolvendo reação popular e sequência de fatos decorrentes da pressão das massas. Tal choque, a evidenciar vícios comuns a atingir montantes elevados das representações políticas, deixou o povo muito mais pensativo do que incitado a reagir nas ruas de modo decisivo. Até final de 2014, havia uma aparência de funcionalidade mínima desse mesmo sistema, hoje esgota do e sem rumo, e o povo parece querer, perigosamente, que o mesmo seja depurado pelos próprios vícios para só depois intervir. É simples: sem acenos razoáveis de resolução pelas vias que ainda restam do sistema, o povo parece querer apostar mesmo no calendário eleitoral, claro, sem retirar os olhos da crise no sistema, que, infelizmente, quanto mais cresce, menos garante a visibilidade e a viabilidade do novo e hoje funciona como máquina de aniquilação do presente e também do futuro. Trocando em miúdos, o povo, em razão da guerrinha de sujos pela salvação a qualquer custo, vive um constrangimento inevitável que pode acabar retirando alguns espertos da merecida vala comum dos iguais. Tristemente, isso também é fato: corremos o risco de assistirmos a necessária depuração ser substituída por saídas salvacionistas e alienígenas. Estamos tentando conduzir o barco até a margem (2018) usando “durepoxi” para tentar tapar o rombo no casco e impedir o naufrágio antes de chegarmos à praia, mas esquecemos que já caminhamos na praia, inocentemente, rumo à tragédia da falta de opções quando mais precisamos dela.

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