18 de junho de 2017

O CLIMA É DE QUEIMA DA FOGUEIRA E DO BOM FORRÓ

Nada é mais empolgante que ter o Cacau com Leite no São João
Em nenhum período do ano o povo nordestino sente-se tão à vontade, vivendo no meio da família e dos amigos em sítios, fazendas, ruelas e salões todo o calor das festas juninas. É a época em que brota de maneira extraordinária todo o esplendor do nosso folclore. Noite de São João! O traque, o diabinho da meninada, os foguetes, o milho assado, a pamonha, o bolo e a canjica. Tudo isso envolvendo a alma de um povo simples que luta com alegria pela sobrevivência e faz de cada momento das festas um bálsamo para as suas almas simples. Porém na música está o ponto alto dos festejos, como o forró, o baião e o xaxado. E nessa música que anima, que entusiasma, está a figura inesquecível do saudoso Luiz Gonzaga, que no seu repouso eterno deve estar dizendo: “Acorda povo que São João chegou”. Acorda “Sanfoneiro Macho” e vem despertar o “Assum Preto”. Vem “Asa Branca” cantar junto da “Capelinha de Melão”. E o povo feliz dança e canta. “A fogueira está queimando em homenagem a São João. O Forró já começou vamos gente rapapé neste salão”. Na preservação dos nossos costumes precisamos conservar os laços que nos une ao passado, através desse folclore tão atraente, da música, dos folguedos e da culinária que fazem dessa época uma oportunidade do nordestino ser feliz. As fogueiras, os “compadres e comadres” que são arranjados em torno dela. Eu tenho uma saudade imensa do São João da minha infância. As fogueiras enchiam as ruas, pois não havia pavimentação. Toda casa tinha uma. As labaredas lambiam o ar em estonteante alvoroço. A noite de São João vive em minha memória e na de todos nós, porque as cenas de felicidade que vivemos são inesquecíveis. Trago comigo como um clarão que vem de dentro e irradia uma luz harmoniosa, a esperança acesa de ver minha Itabuna sempre bonita e seu povo sempre feliz. Os meus sonhos são os sonhos de todos os sulbaianos – termos uma cidade que resiste aos Cumas, Vanes, Azevedo e outros entraves, com seu povo aguerrido e trabalhador. Aqueles bons tempos dos anos dourados partiram, porém no meu coração a fogueira do entusiasmo pela vida continua ardendo sempre.

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