5 de junho de 2017

O AFAGO DE QUEM ESTÁ SEMPRE COMO NUNCA ESTEVE

MAIOR PRESENTE É NUNCA ESTAR AUSENTE
O que esperar de datas comemorativas como O Dia do Namorados, que se aproxima, ou qualquer outra em 2017 e em todos os outros anos? Presentes presentes. Há muitos, especialmente nessas datas, que entram em uma troca interminável cíclica e enfadonha de presentes. Há tantos outros que mesmo excluindo-se dessa luta acabam gritando afônicos para que seu presente ganhe outros presentes que aqueles presentes parecem não representar. Afinal? Qual presente desejo para 2017, nessas datas especiais ou não, e quiçá para os próximos presentes? A presença dos presentes. Não um presente sobre o outro em uma tentativa de escalonar determinados presentes. Quem sabe a coexistência de presentes. Ah! Talvez você diga que isso seria um presente impossível já que uns desejam explodir outros presentes para fazer o seu prevalecer sobre os demais. Que o presente destes invalidaria a presença de outros presentes. Bom, os mais apressados que veem seus presentes se escoando na gangorra de um futuro que nunca chega para a repetição, muitas vezes inconsciente, de um passado que não passa advertiriam que a coexistência de presentes é uma utopia. Todos presenciamos uns explodindo sem pólvora o presente de outros, fazendo com que a frágil e quase inexistência da esperança de alguns em ver seus presentes presente se esfarelarem e estraçalharem, sentindo os efeitos de uma verdadeira explosão, implodindo seus presentes e com eles partes de seus sonhos e suas histórias não vividas mas desejadas de o serem. Um presente implodindo quase parecendo um pôr do sol onde brilha a escuridão como o sol ao meio dia. É a velha tentativa tosca, cega e enfadonha de verem determinados presentes se prevalecendo sobre outros. Uma miopia de alguns presentes em relação a outros presentes ou para com a legitimidade destes presentes viverem plena e presentemente seus próprios presentes. Uma utopia a presença de vários presentes sem ver o meu ameaçado ou sem precisar ameaçar outros presentes fazendo pessoas viverem seus presentes sem o presente delas presentes como verdadeiras zumbis. Um sonho, quem sabe. Cansado de conviver com zumbis. Pessoas trocando presentes sem estarem presentes construindo um presente se não esvaziado de um significado que valha a pena viver, no mínimo construindo um presente ausente. Ausente de um presente pleno de presentes presentes, para em um futuro não muito distante ser um ausente presente em um passado que não passa. Quero um presente de fato. Um presente que por definição caiba inclusive aqueles que não suportam outros presentes. Por definição precisa caber estes, mesmo que os mesmos tentem acabar com alguns presentes. Um presente em que pessoas estejam presentes na troca de presentes e não tentem construir um presente em que só estarão presentes de fato quando seus presentes se sobressaírem sobre outros. Um presente onde seja possível e desejável aprender com aqueles que possuem outros presentes, e que eu nem ninguém nunca viverá por uma impossibilidade de tempo e de empiricidade. Um presente pleno de presentes presentes e não um ausente presente. Quem sabe, nesse ano e nos próximos, nessa data especial e nas próximas, cheio de presentes plenamente presentes com seus respectivos presentes construindo e aprendendo esses presentes que serão futuros presentes. Um dia o sol vai raiar de fato e os presentes serão presentes. O seu e o meu. Presentes presentes. Coexistindo. Isso sim é um presente. Um sonho. Espero, no presente, não acordar. Nesse ano e nos próximos, em quaisquer comemorações, bom sonhos a todos, nascendo como a luz do dia e não como o pôr do sol do ano que se passou com a ausência dos presentes.

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