19 de maio de 2017

PROIBIDO SEXO NA PRAIA DE MASSARANDUPIÓ

As pessoas precisam compreender que naturismo não tem nada a ver com libidinagem
A praia de Marssarandupió, no município de Entre Rios, é única de nudismo na Bahia. E esporadicamente tem sido manchete nas páginas de jornais. A primeira "notícia nacional" do local, veio de um grupo de homossexuais, ligados ao Grupo Gay da Bahia (GGB), que invadiu a reserva naturalista e reivindicou o direito que os demais praticantes do naturalismo têm de ficarem nus na reserva. E mais recentemente, duas pessoas foram presas praticando atos libidinosos no local. De acordo com a polícia, o casal praticava sexo oral. A Associação Massarandupiana de Naturismo (Amanat), entrou com processo judicial contra a prática sexual no povoado. Além de oficializar, delimitar e criar normas de conduta para a área naturista já implantada, o anteprojeto de lei elaborado pela prefeitura de Entre Rios traz duas proibições. A primeira diz respeito à prática de ato sexual ostensivo e a segunda proíbe que pousadas liberais divulguem festas sexuais, ou utilizem o termo “naturismo” como chamariz para festas de orgias libidinosas. “Aos frequentadores é vedado o comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obsceno, além de realizar propostas inconvenientes de conotação sexual”, diz o artigo 7º. “Nenhum estabelecimento, comercial ou não, poderá utilizar, em sua denominação social ou em sua divulgação, os vocábulos ‘naturismo’, ‘naturista’ se não for filiado na Federação Brasileira de Naturismo”, destaca o artigo 9º. A lei prevê sanções: advertência, multa de um a dez salários mínimos, suspensão do alvará de funcionamento e/ou licença por um período de 15 dias a 6 meses. “No início, a audiência foi complicada porque as pessoas levaram para o lado pessoal. Mas, no final, conseguimos mostrar para todos a importância de se regulamentar a prática”, afirmou o procurador do município, Brígido Nunes Neto, que elaborou o projeto a pedido da Amanat. Infelizmente, muitos casais confundem liberdade com libertinagem e negligenciam em desrespeitar as regras de comportamento. As novas regras devem disciplinar a frequencia no local.

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