11 de maio de 2017

OPOSIÇÃO QUER INVESTIGAR WAGNER POR PROPINA


JW rebate acusação de receber R$ 12 milhões da Odebrecht
A bancada de oposição na Assembleia se movimenta para pedir a criação de uma CPI voltada a investigar suspeita de pagamento de propina em repasses da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb). O órgão foi citado em delações da Odebrecht à Lava Jato como parte de um esquema que supostamente irrigou a campanha de Rui Costa (PT) ao governo em 2014. De acordo com denúncia apresentada ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República em março deste ano, o então governador Jaques Wagner teria quitado uma dívida da Cerb com a construtora, estimada em aproximadamente R$ 290 milhões, em troca de R$ 30 milhões para financiar o PT na corrida pelo Palácio de Ondina. Em sucessivas entrevistas, Wagner negou doação ilegal à campanha e garantiu que o débito foi pago por ordem da Justiça. Os cardeais da oposição estudam também solicitar ao Ministério Público que apure o conteúdo da polêmica declaração de Jaques Wagner ao programa Se Liga Bocão, da Itapoan FM. Na última segunda-feira, o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico contou que “alguém” do seu governo acertou propina para entregar a obra da Via Expressa à Odebrecht. Wagner fez sigilo sobre o nome, mas disse que impediu a concretização do acordo quando soube da negociata e manteve a licitação, vencida pela OAS. A revelação pode render a Wagner um processo por crime de prevaricação - já que, como agente público, não denunciou o corrupto. (Coluna Satélitte).

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