31 de maio de 2017

ITABUNA TEM CENTENAS DE MORADORES DE RUA DESASSISTIDOS

Sandra Neilma também é criticada por ter acabado o Ei Mamãe
e não ter desenvolvido ações que amparem moradores de rua.
Assisti o filme "O Solista", que narra  a história de um músico talentoso que era morador de rua por problemas mentais. No final, falaram sobre a existência de 90 mil moradores de rua na cidade de Los Angeles. Não existem estatísticas seguras em lugar nenhum do mundo e, no Brasil, o IBGE não consegue chegar a um número correto, pois alega que os moradores de rua não possuem endereço fixo. Na Inglaterra e nos Estados Unidos existem milhares de moradores de rua. Em Moscou, sabe-se que morrem mais de 400 pessoas nas ruas devido ao extremo frio durante cada inverno, mas não se tem um número certo de quantos são no total. Em Itabuna, não há nenhum levantamento da Secretária do Desenvolvimento Social, mas estima-se que centenas de pessoas vivam nas ruas. São pessoas excluídas do sistema por problemas como alcoolismo, drogas, doenças mentais, desavenças com familiares, desemprego, desilusão com a vida e outros. Este é o nosso mundo real, não aquele dos desfiles das Escolas de Samba e festas juninas. Também é muito triste saber que, enquanto escrevo este artigo, no aconchego do meu lar, existem pessoas preocupadas em ter um jornal para se cobrir e tentar sobreviver ao frio da noite, muitas vezes de estomago vazio. E confesso minha profunda tristeza ao ver amontoados debaixo de marquises, de lojas nas imediações da rodoviária de Itabuna, dezenas de desistidos moradores de rua. Lembro que perguntaram a um morador das ruas de Itabuna, sobre o que há de pior em viver nas ruas. Ele coçou a barba, olhou para o vazio, e respondeu: − O pior… O pior é a chuva! Enquanto eu escrevo este artigo, cai uma chuva fina lá fora.

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