8 de abril de 2017

PREFEITO E VICE DE POÇÕES SÃO CASSADOS: FERNANDO GOMES TAMBÉM SERÁ JULGADO

O prefeito de Poções teve o destino que Fernando
Gomes se esforçará para evitar que o contemple
A Justiça Eleitoral fecha cada vez mais o cerco contra gestores irregulares e o número de punidos, consequentemente, se eleva. O prefeito do município de Poções, na Chapada Diamantina, Leandro Mascarenhas (PTB), e o seu vice, Jorge Santos (PTB),por exemplo, tiveram seus respectivos mandatos cassados pelo juiz da 59ª Zona Eleitoral, Álerson do Carmo Mendonça. A sentença partiu de uma investigação movida pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação Por uma Poções Cada Vez Melhor. O gestor é acusado de ter captado recursos de forma ilícita para a campanha eleitoral. De acordo com a denúncia, o então candidato a vice-prefeito declarou que havia aplicado R$ 82.718,97 na campanha, provenientes de recursos próprios, ao mesmo tempo em que avaliou seu patrimônio em R$ 41.881,74. Outra irregularidade cometida pelo vice foi a cessão de uma picape modelo Nissan Frontier para a campanha, ao passo que o bem não se encontra em sua declaração patrimonial. Além disso, o prefeito diz ter tomado um empréstimo de R$ 50 mil para promover a candidatura, o que os denunciantes apontam como ilegal. “O vultoso empréstimo, obtido de maneira ilegal, ultrapassou a mera irregularidade formal, restando configurada a má-fé dos investigados”, disse o magistrado na sentença. Ainda segundo o juiz, o valor do empréstimo desequilibrou o processo eleitoral, que terminou com uma diferença de 400 votos entre os candidatos. Quem também está com a corda no pescoço é o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM). A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia encaminhou ao TRE um parecer se posicionando contra um pedido de cassação movido pelo PDT, em dezembro. A sigla alega que o TRE não teria considerado a condenação do Tribunal de Contas da União ao democrata por contas relacionadas à gestão de 2005. O Tribunal se reunirá nos próximos dias para apreciar o parecer. Caso semelhante ao do prefeito e do vice de Érico Cardoso, Érico Cardoso (PSD) e Antônio Batista (DEM), que podem perder o direito de comandar o município. Segundo o procurador regional eleitoral da Bahia, Rui Nestor Bastos Mello, o então candidato, que é médico, deveria ter se afastado do hospital. Em 2016, o gestor de Itapebi,  Francisco Antônio de Brito Filho, foi cassado pelos vereadores durante uma sessão de julgamento na Câmara. 

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