23 de abril de 2017

O EGOÍSMO E A INCOERÊNCIA NOSSA DE CADA DIA


Todos os dias nos deparamos com exemplos ruins de conduta
Existem situações, que lamento não acontecerem apenas em Itabuna e que me entristecem e demonstram que temos um longo caminho a percorrer. Assisto no estacionamento de um supermercado a vaga destinada aos deficientes físicos ser tomada por um carro, dele descendo um rapaz de seus 22 anos, porte atlético, “bombado” como se diz, sem qualquer sinal visível de deficiência física e muito menos de idade avançada. Nem aí para a placa ou marcação no asfalto. Seria ele um deficiente visual? Não era, mas certamente ele e muitos outros são deficientes em educação, cidadania e respeito. É mais cômodo e mais perto e o resto, bem, o resto que se lixe. Já noutro dia estava eu em uma longa fila de banco quando um rapaz passou na frente de umas vinte pessoas com a maior naturalidade e uma imensa cara de pau! Ninguém disse nada apesar de todos criticarem tal atitude em voz baixa, gerando aquele típico murmurinho de desaprovação até que decidi lhe informar que a fila se iniciava bem lá para trás e que ele havia “se equivocado”. Daquela vez não colou. E tem aquela família que alegremente joga os copos e pratos descartáveis, restos de comida e todo tipo de material pela janela de seus carros em movimento sem se preocupar em viver num lixão a céu aberto. Seriam analfabetos ou não veriam avisos e placas? Claro que não. Essas pessoas ignoram regras mínimas de convivência e civilidade e repetem erros que costumam apontar aos outros. Reclamam da falta de respeito, reclamam da sujeira na cidade, da falta de educação e tantas outras, mas elas próprias são agentes do desrespeito e descaso nas ruas. Já na avenida Fernando Cordier as sirenes anunciam alguma viatura policial, ou ambulância em missão de urgência. Abro passagem como posso, os outros carros e motos fazem o mesmo até que vemos serem de uma empresa privada que vende cartelas de um jogo de prêmios a serem sorteados, em desfile glorioso anunciando a venda de suas cartelas... danou-se! Infelizmente esta é a realidade com a qual nos deparamos muitas vezes em nosso dia a dia. Ocorre que civilidade e organização são os segredos de um povo civilizado. A atitude do primeiro eu, tudo eu, do mais esperto, não produz respeito, dignidade ou solidariedade. É atraso, subdesenvolvimento e desrespeito para com o próximo e segundo observação do ditoso advogado Andirlei Nascimento, o mau jeito estraga tudo, tanto quanto o “jeitinho brasileiro”, inclusive o que é justo e razoável.

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