12 de março de 2017

SOMOS VERMES SIM

O homem não morre para servir de comida para os vermes.
Mas quando ele morre tem seus vermes expulsos do corpo
Recentemente conclui a leitura de um livro intitulado Escatologia da Pessoa, do autor Renold J. Blank. Escatologia é a doutrina que cuidado destino do universo e do homem após a morte. O autor da obra, no todo, se restringe ao homem após a morte. Em alguns aspectos da leitura deduzi de forma bastante clara, um fato básico: a contradição fundamental, diante da qual o homem se encontra em que de um lado ele deve aceitar a própria morte, e de outro, tem uma vontade de viver eternamente. Percebe-se, claramente, que esta contradição só pode ser eliminada mediante uma atitude que proporcione a esperança após a morte. Contudo, nem sempre a pessoa aceitando uma vida após a morte, desaparece a indagação sobre o que a aguarda. Bem pelo contrário, ela se estende ao campo religioso e teológico, aonde pode se ter um refletir sincero que se torna um desafio não só para a filosofia, mas também, e com mais razão, para a teologia e a fé. A fé porque transmite uma imagem de Deus aos fiéis, e estes serão sustentados por ela no momento de morrer. Ainda sobre a obra do autor existe um forte questionamento de um grande filósofo cujo nome, agora, não consigo lembrar, o qual em certo momento retruca: “Que divindade é esta, que, tendo criado o ser humano, deixa-o, depois, tornar-se comida para os vermes?” – contestação em detrimento de algumas teorias teológicas - Na minha concepção interpretativa discordo, em parte, do questionamento feito por ele, quando diz que o ser humano se tornar comida de vermes. Pelo contrário, por si só o ser humano já é um verme vivo, pois tal veracidade pode ser constada quando o mesmo morre, pois em vez dos vermes o comerem, os mesmos começam a sair de seus corpos, quando se encontram em estado de putrefação/decomposição. Para alguns dos meus eleitores, será horrível aceitar este fato! Mas fato é fato.

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