2 de março de 2017

FRATRENIZAÇÃO, MEIO AMBIENTE E A CULTURA DOS POVOS NORTEIAM O CATOLICISMO

A CNBB quer que 2017 seja da vida, cultura e meio ambiente
Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade 2017. Segundo a entidade, o objetivo da ação é dar ênfase à diversidade de cada bioma, promover relações respeitosas com a vida, o meio ambiente e a cultura dos povos que vivem nesses biomas. A Campanha busca alertar para o cuidado e o cultivo dos biomas brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e à cultura dos povos que neles habitam. O meio ambiente tem sido um tema recorrente da Campanha da Fraternidade, iniciativa dos bispos brasileiros que começou na década de 1960 como forma vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira. Já em 1979, o tema escolhido foi “Preserve o que é de todos”, trazendo à tona as preocupações com o uso consciente dos recursos naturais. Outras campanhas abordaram a questão da água e a Amazônia. No ano passado, a CNBB tratou da questão do saneamento básico. A defesa do meio ambiente recebeu um forte impulso em 2015, quando o papa Francisco assumiu a defesa de uma ecologia humana e integral, lançando luz sobre a relação entre degradação do ambiente, injustiça social e pobreza. No documento, Francisco fundamenta sua reflexão com dados científicos sobre a degradação da natureza e alerta que os impactos mais sérios recairão, nas próximas décadas, sobre os países em vias de desenvolvimento. E faz um alerta: a proteção ambiental não pode ser assegurada somente com base no cálculo financeiro de custos e benefícios. Para ele, o ambiente é um dos bens que os mecanismos de mercado não estão aptos a defender ou a promover adequadamente. Como enfatiza a CNBB, não basta apenas conhecer os biomas, mas é preciso também refletir sobre a presença e sobre a ação humana nesses ambientes. Por isso, é válida a iniciativa da Igreja no Brasil de levar não apenas os católicos mas toda a sociedade a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes, provocando uma mudança de atitude tanto individual quanto coletivamente.

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