28 de março de 2017

A BANALIZAÇÃO DA POLÍTICA, DE TRUMP A LULA

Trump e Lula são engodos forjados pelo populismo midiático
Um extravagante milionário, apresentador de shows noturnos da televisão norte-americana, Donald Trump, ganha as eleições com uma plataforma bizarra e populista, contra todas as estimativas dos cientistas políticos e governa tal qual propunha. No Brasil, Lula, igualmente populista e chefe do esquema criminoso que destruiu a economia brasileira e conseguiu enlamear ainda mais a corrupta política nacional, lidera as pesquisas para a campanha presidencial em 2018. Um esquema de burla na utilização de produtos vencidos e indevidos, envolvendo algumas fábricas de carnes e derivados, depois de uma longa investigação, é denunciado pela Polícia Federal de forma estrondosa, dando a impressão geral de que toda a carne que consumimos, do churrasquinho de gato da pracinha ao filé do restaurante mais requintado, é perigosa para a saúde. O governo e funcionários demitidos reclamam da maneira espetaculosa com a qual a questão foi explorada e contabilizam os prejuízos em milhões de dólares. É lamentavável que na nossa sociedade a mercadoria atinge tal importância na vida das pessoas que se sobrepõe a qualquer outro interesse de ordem cultural, intelectual ou política. A banalização de programa de televisão, partidos políticos, entidades organizadas e o triunfo da política sensacionalista, são sintomas de um mal maior que afeta a sociedade contemporânea: a ideia temerária de converter em heróis, bandidos do colarinho branco e a nossa natural propensão para nos divertirmos e sofrermos com eles. O momento nacional exige muito equilíbrio, persistência e correção para que ações como a Lava Jato possam ser conduzidas pelas autoridades e apoiadas pela sociedade no sentido de terem consequências consolidadas na Legislação, nos seus desdobramentos futuros e não somente pelo estrago imediato que possam causar aos políticos e empresários corruptos.

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