26 de dezembro de 2016

ITABUNA NÃO DEPENDE SÓ DE FERNANDO GOMES

Erra quem imagina que FG resolverá todos problemas de Itabuna
Os especialistas afirmam que a maioria do povo de Itabuna vive atualmente uma crise de crédito, que precisa ser desatada para que a cidade volte a crescer. Itabuna é hoje um município de “enforcados”. Todos estão muito endividados: famílias, empresas, Emasa, Hospital de Base e, inclusive, a Prefeitura. Parte do orçamento familiar está comprometido com o pagamento de juros de dívidas. As empresas também estão com geração de caixa abaixo de suas despesas financeiras. Os bancos temem novos calotes, por isso já não querem emprestar mais neste ambiente de recessão. Em um momento de crise, incerteza, falências e derretimento de ativos, os bancos só vão emprestar a empresas muito sólidas, cobrando taxas de juros muito acima da média do mercado financeiro. Entra-se, então, num círculo vicioso. Situações assim costumam ser longas e penosas. O que acelera o alívio é a perspectiva de obras públicas como a barragem do Rio Colônia, a duplicação da BR 415 e novas indústrias e empresas, que estão sendo anunciadas para serem implantadas em Itabuna. Os serviços e o comércio continuam sólidos. E há perspectivas de fomento institucional da Ceplac, com contratação através de concurso público, de mais de dois mil novos ceplaqueanos. É fundamental também o governo municipal se preocupar com o ajuste das contas públicas, mas também é urgente debelar a atual crise de crédito pode evoluir para o risco de insolvência geral. O prefeito eleito, Fernando Gomes (DEM), vem acenando com algumas medidas para tentar mudar esse quadro, mas há dúvidas sobre a eficácia delas. O alívio ainda deve demorar.

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