11 de março de 2016

MP DIZ TER PROVAS TESTEMUNHAIS DE QUE TRIPLEX ERA PARA LULA

Num país de Justiça séria, Lula já estaria preso há muitos anos
Os promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo disseram, nesta quinta-feira, 10, que colheram duas dezenas de depoimentos que comprovariam que o apartamento triplex, em Guarujá (SP), era "destinado" ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família. O MP-SP apresentou ontem (9) denúncia contra Lula à Justiça Paulista por lavagem de dinheiro - na modalidade ocultação de patrimônio - e falsidade ideológica. Os promotores recusaram-se a confirmar se eles pediram a prisão do presidente na denúncia. "Só vamos falar sobre os fatos", destacou o promotor Cassio Roberto Conserino. "Aproximadamente duas dezenas de pessoas nos relataram que efetivamente aquele triplex do Guarujá era destinado ao ex-presidente Lula e sua família. Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel nos relatos que fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro", disse o promotor Cassio Roberto Conserino. De acordo com o promotor, a ocultação do patrimônio só não se perpetuou porque a imprensa divulgou a situação, segundo Conserino, irregular do apartamento. "É uma soma de testemunhos, é uma soma de documentos, e única conclusão irretocável que nos cabia fazer é de que efetivamente aquele triplex foi destinado ao ex-presidente da República, e só não houve a terceira etapa da integralização porque um órgão de imprensa noticiou essa situação e eles resolveram, por bem, largar aquele condomínio às pressas. E por essa razão a lavagem de dinheiro não se perpetuou", disse. Os procuradores não entanto, disseram que não tinham provas documentais sobre a ocultação do patrimônio do ex-presidente. "Ocultação não vai ter nada de concreto assinado. Se estava ocultando, não há possibilidade de ter nada nesse sentido", disse Conserino. De acordo com o MP, as provas documentais recolhidas dizem respeito aos contratos dos demais condôminos e a questões envolvendo o prazo para direito de opção a compra do imóvel.(ESP/A Tarde).

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