3 de março de 2016

COMUNISTA BOM, É COMUNISTA FORA DE PAÍS COMUNISTA

Os comunistas mais burgueses de Itabuna, estão ocupando cargos
com salário de marajá na Prefeitura, ou no governo do Estado
Existem pensadores inimagináveis de se crer coerente. Faço aqui, uso de dois bons protagonistas da intelectualidade brasileira, para tentar explicar minha perplexidade. Tive a impressão de que alguém referiu que Jorge Amado e Oscar Niemeyer seriam os exemplos maiores de comunistas “velhos” que assim se diziam na juventude e seguiram firmes na ideologia marxista, leninista, trotskista, stalinista, maoísta, fidelista, kimjongunista... Fico comovido quando leio ou escuto alguém referir-se com tanto orgulho, com certa insolência... Digo mais: com uma corajosa arrogância. De fato, nos tempos de hoje, arvorar-se, bater nos peitos e se dizer comunista é de uma coragem fora do normal. Jorge Amado (que eu relia sofregamente na minha meninice/adolescência) jogou a toalha e desistiu de PCs. O motivo é sabido. Uma horda de incompetentes insanos e estúpidos, ditos dirigentes, pretenderam cercear, melhor dizendo, patrulhar, o que Jorge Amado escrevia. Os líderes comunistas queriam inibir a criatividade do eminente narrador, romancista e memorialista. Pretendiam que ele (Jorge Amado) escrevesse segundo uma cartilha pré-fabricada: os ricos são maus, os pobres são bons. Os personagens ricos, segundo o catecismo comunistoide, deveriam manter comportamento estereotipado, de sujeitos insensíveis, sempre pensando no lucro exorbitante, exploradores do trabalho alheio, incapazes de pensar no bem-estar dos seus empregados. Teriam que ser contumazes burguesões, apreciadores de bons restaurantes, de vinhos caros, roupas de grife, boas comidas, bons uísques, fazendas de gado, mansões na Pituba, ou Corredor da Vitória, apartamentos na orla... E que faziam tudo para fornicar com as moçoilas de suas propriedades e depois abandoná-las aos prostíbulos, ainda que usando a força física. Zélia Gatai, sem o brilho do marido, em memoráveis páginas, desmontou o “paraíso comunista”. Li dois livros de Zélia: ‘Anarquista’, ‘Graças a Deus’ e ‘A Senhora Dona do Baile’. Foi neste último que Gatai referiu o episódio que culminou com o desligamento do marido do PC. Teria acrescentado: “se vocês estão achando ruim, comecem a escrever com maniqueismo. Não contem comigo para essa palhaçada”. Pegou o boné. Nunca deixou de elogiar os que mereciam. Os calhordas, ele ignorou. O criativo arquiteto Oscar Niemeyer era um gênio quando estava com a sua prancheta. Politicamente, é desprezível. Um cara que conhecia o genocídio leninista/stalinista e confessava sua admiração por Stalin não merece qualquer comentário.

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