O Ministério
Público Estadual de São Paulo (MP-SP) investiga a suposta comercialização
ilegal de órgãos pelo Serviço de Verificação de Óbito da capital (SVO), órgão
vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) responsável
por necropsias em casos de morte natural. A suspeita surgiu a partir de
investigação da promotora Eliana Vendramini, do Programa de Localização e
Identificação de Desaparecidos, que apontou que o SVO classificou como
indigentes milhares de mortos que tinham identificação. A informação foi
revelada nesta sexta-feira (6) no site da BBC Brasil. A estimativa da
Promotoria é de que mais de 3 mil pessoas tenham sido enterradas dessa forma na
capital paulista nos últimos 15 anos, sem que o SVO tenha tentado contato com
as famílias dos mortos. Durante esse processo de investigação, iniciado no fim
do ano passado, surgiu a suspeita de que os cadáveres enterrados incorretamente
como indigentes teriam seus órgãos e tecidos retirados para serem vendidos
ilegalmente para hospitais e institutos de pesquisa que dependem de partes do
corpo humano para a realização de estudos. O caso, então, foi repassado para o
Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP,
que instaurou inquérito criminal para apurar a eventual comercialização desses
órgãos. De acordo com a assessoria de imprensa do MP, o procedimento tramita em
sigilo e, por isso, detalhes sobre a investigação não podem ser divulgados. O
órgão afirmou apenas que ainda não se sabe a identificação dos autores das
supostas infrações. A reportagem apurou que a venda de partes do corpo humano
pelo SVO foi confirmada por testemunhas ouvidas pelos promotores do Gaeco.
Procurada, a direção do Serviço de Verificação de Óbito afirmou que não foi notificada
oficialmente pelo Ministério Público a respeito dessa investigação específica.
"Sem essa notificação e o teor dessa investigação, a direção do serviço
não tem condições de se pronunciar", disse o órgão, em nota. A Lei federal
8.501, de novembro de 1992, prevê que apenas corpos não reclamados podem ser
usados para fins de estudos ou pesquisas científicas. Mesmo assim, nem os
corpos nem partes deles podem ser comercializados. (bahianoticias).Trief
7 de junho de 2014
MP APURA SUPOSTA VENDA DE ÓRGÃOS EM SERVIÇO DE NECROPSIA PAULISTA LIGADO À USP
O Ministério
Público Estadual de São Paulo (MP-SP) investiga a suposta comercialização
ilegal de órgãos pelo Serviço de Verificação de Óbito da capital (SVO), órgão
vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) responsável
por necropsias em casos de morte natural. A suspeita surgiu a partir de
investigação da promotora Eliana Vendramini, do Programa de Localização e
Identificação de Desaparecidos, que apontou que o SVO classificou como
indigentes milhares de mortos que tinham identificação. A informação foi
revelada nesta sexta-feira (6) no site da BBC Brasil. A estimativa da
Promotoria é de que mais de 3 mil pessoas tenham sido enterradas dessa forma na
capital paulista nos últimos 15 anos, sem que o SVO tenha tentado contato com
as famílias dos mortos. Durante esse processo de investigação, iniciado no fim
do ano passado, surgiu a suspeita de que os cadáveres enterrados incorretamente
como indigentes teriam seus órgãos e tecidos retirados para serem vendidos
ilegalmente para hospitais e institutos de pesquisa que dependem de partes do
corpo humano para a realização de estudos. O caso, então, foi repassado para o
Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP,
que instaurou inquérito criminal para apurar a eventual comercialização desses
órgãos. De acordo com a assessoria de imprensa do MP, o procedimento tramita em
sigilo e, por isso, detalhes sobre a investigação não podem ser divulgados. O
órgão afirmou apenas que ainda não se sabe a identificação dos autores das
supostas infrações. A reportagem apurou que a venda de partes do corpo humano
pelo SVO foi confirmada por testemunhas ouvidas pelos promotores do Gaeco.
Procurada, a direção do Serviço de Verificação de Óbito afirmou que não foi notificada
oficialmente pelo Ministério Público a respeito dessa investigação específica.
"Sem essa notificação e o teor dessa investigação, a direção do serviço
não tem condições de se pronunciar", disse o órgão, em nota. A Lei federal
8.501, de novembro de 1992, prevê que apenas corpos não reclamados podem ser
usados para fins de estudos ou pesquisas científicas. Mesmo assim, nem os
corpos nem partes deles podem ser comercializados. (bahianoticias).
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