A
campanha eleitoral começa de forma oficial daqui a um mês, mas o clima já é de
acirramento nas estratégias da oposição, liderada pelo pré-candidato ao Palácio
de Ondina, Paulo Souto (DEM). O postulante e seus aliados já afinaram o
discurso contra o governo petista e devem intensificar a tática durante o
encontro da chapa em Jequié, no próximo sábado. O município é o segundo a ser
visitado, após o lançamento da composição, mês passado. O evento será no Jequié
Tênis Clube (JTC), a partir das 9h30. Souto, que até o momento dosava as
palavras, resolveu endurecer nas críticas, sobretudo, na avaliação sobre o
governo atual, ontem, em entrevista a Rádio Sociedade. “O PT baiano deveria
pedir desculpas ao povo pela tragédia que seu governo vem causando à Bahia na
segurança pública, na saúde e na educação”, afirmou o pré-candidato. Souto
centrou o discurso contra o que considera um dos problemas que reafirmam o
cenário negativo do estado: o crescimento da violência. “Em pouco mais de sete
anos, 34 mil baianos foram assassinados, número de vítimas superior ao da
guerra do Iraque. Salvador tornou-se a 13ª cidade mais violenta do mundo, onde
os bandidos não dão trégua aos cidadãos. No último domingo, houve o crime
bárbaro da professora que foi, com o filho de cinco anos, comprar pão e acabou
sendo assassinada por ladrões”, citou. O pré-candidato também criticou áreas
básicas, como saúde e educação pública. “É inadmissível que pacientes
dependentes de remédios de alta complexidade não estejam tendo acesso aos
medicamentos por causa do descompromisso do governo com a vida das pessoas, que
é notório na questão da segurança e se evidencia diariamente na saúde pública
em hospitais e postos de saúde”, disparou. Segundo ele, a Bahia tem um dos
ensinos mais mal avaliados do País. “Será que os nossos jovens não merecem uma
oportunidade na vida?”, questionou, determinando que esses setores seriam
pontos de prioridade em um suposto governo seu. O democrata destacou a
necessidade de se recuperar esses serviços públicos essenciais e lembrou o
potencial dos protestos de ruas. “O povo mandou este recado nas manifestações
de 2013. Não ouviu quem não quis”. Petistas rebateram as falas do democrata
ontem em discurso na Assembleia Legislativa. O líder da bancada, Rosemberg
Pinto, disparou contra a “perseguição com os prefeitos”, durante o governo de
Souto. “Ele não atendia os prefeitos. Diferente de nosso governo que,
independente do partido, atende a todos”. Conforme o líder petista, o governo
Wagner não conseguiu resolver todas as demandas porque Souto teria deixado um
déficit social “que precisará mais vinte anos para resolvermos”. Por Lílian
Machado

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