Trief

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14 de maio de 2014

NOSSO TRÂNSITO ESTÁ NA UTI


Clodovil ainda não disse a que veio na Settran

A divisão clássica do corpo humano em cabeça, tronco e membros, que data de antigas era, talvez antes de Cristo, está sendo substituída na maioria das cidades por uma classificação automotiva: cabeça, tronco e automóvel. Claro que é uma metáfora e lembra a rapidez e necessidades das cidades. Quando a ligeireza ultrapassa limites da prudência, pode provocar uma tragédia variante – cabeça, tronco e cadeira de rodas. São consequências do comportamento antissocial de alguns traduzidos em velocidades excessivas, álcool, drogas, descuidos e desobediências. São consequências da ausência de políticas públicas e de gestores desqualificados para a organização do trânsito. Mas não se pode acusar de inércia as tentativas para se resolver os graves problemas causados pelo caos no trânsito. São intensos os debates na procura de uma solução para o trânsito desordenado nas principais avenidas de Itabuna, mas as ações são lentas, insignificantes, ou inexistentes. As avenidas Fernando Cordier, Inácio Tosta Filho, Amélia Amado e Juracy Magalhães, são exemplos preocupantes das disputas de espaços por ônibus e veículos pequenos.  Torna-se necessário um estudo extensivo, avaliando o trânsito por dois lados: usuários de transporte público e usuários de veículos particulares. Como a cidade não foi projetada para situações futuras, a única alternativa será a criação de rotas alternativas que desafoguem o trânsito. Os números não ajudam. A cidade cresce e, a cada mês, centenas de novos carros entram em circulação em Itabuna, enquanto muitos poucos saem das ruas. Itabuna é um corpo pequeno para o número de veículos que é grande.

Um comentário:

  1. Val Cabral15 maio, 2014

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