Poder-se-á dizer que o caos no trânsito ocorre em
todas as médias e grandes cidades do País, que a culpa é do sempre crescente
número de veículos nas ruas e outras tantas coisas evidentes. Todas essas
explicações são verdadeiras, mas são parciais e inócuas, representando apenas o
sentimento de inércia e a prostração frente a problemas que precisam ser
enfrentados. O gigantesco número de veículos nas ruas deve ser entendido também
como uma consequência das limitações do serviço de transporte coletivo, o que
obriga a um número cada vez maior de pessoas a fugir desse sistema; essa fuga
se dá por várias vias, inclusive pelas alternativas coletivas não convencionais
(como “táxis-lotação” e mototáxis) passando pelas motos e bicicletas, além dos
carros individuais. Mesmo com a melhoria do transporte coletivo, são
indispensáveis obras que adequem os sistemas viários urbanos e interurbanos à
nova realidade. Isto, porém, não é nada simples – especialmente em tempos de
crise. Transformar o sistema público de transporte também demanda tempo maior.
E o que fazer nesse meio tempo? Racionalizar o fluxo de trânsito, identificando
e liberando gargalos. É o que se tentou fazer, com razoável sucesso, no caso
das faixas exclusivas para ônibus. Mas é preciso mais. E mais pode ser feito
sem maiores esforços, a partir da constatação de que a maioria dos
engarrafamentos se deve à utilização de avenidas importantes como a Inácio
Tosta, Fernando Cordier e do Cinquentenário, como estacionamentos no centro da
cidade. Nas grandes cidades, soluções simples e práticas têm ajudado muito, até
pelo uso da sinalização horizontal, no leito das pistas. Cruzamentos que não
devem ser obstruídos? Determina-se a área proibida para qualquer parada com uma
malha de linhas cruzadas – parou ali, por qualquer motivo, é multa; isso educa
o motorista a só avançar sobre essa área proibida quando existir vaga para seu
veículo no trecho seguinte ao assinalado. Trechos de ruas proibidos ao
estacionamento? Pode se fazer como na Inglaterra: faixa dupla vizinha ao
meio-fio indica que estacionar é proibido – não há como o motorista justificar
que não percebeu a sinalização. Paliativos eficientes existem. Precisa existir,
entretanto, decisão política para executá-los sistematicamente.Trief
13 de maio de 2014
MEDIDAS SIMPLES PODEM DIMINUIR O CAOS NO TRÂNSITO
Poder-se-á dizer que o caos no trânsito ocorre em
todas as médias e grandes cidades do País, que a culpa é do sempre crescente
número de veículos nas ruas e outras tantas coisas evidentes. Todas essas
explicações são verdadeiras, mas são parciais e inócuas, representando apenas o
sentimento de inércia e a prostração frente a problemas que precisam ser
enfrentados. O gigantesco número de veículos nas ruas deve ser entendido também
como uma consequência das limitações do serviço de transporte coletivo, o que
obriga a um número cada vez maior de pessoas a fugir desse sistema; essa fuga
se dá por várias vias, inclusive pelas alternativas coletivas não convencionais
(como “táxis-lotação” e mototáxis) passando pelas motos e bicicletas, além dos
carros individuais. Mesmo com a melhoria do transporte coletivo, são
indispensáveis obras que adequem os sistemas viários urbanos e interurbanos à
nova realidade. Isto, porém, não é nada simples – especialmente em tempos de
crise. Transformar o sistema público de transporte também demanda tempo maior.
E o que fazer nesse meio tempo? Racionalizar o fluxo de trânsito, identificando
e liberando gargalos. É o que se tentou fazer, com razoável sucesso, no caso
das faixas exclusivas para ônibus. Mas é preciso mais. E mais pode ser feito
sem maiores esforços, a partir da constatação de que a maioria dos
engarrafamentos se deve à utilização de avenidas importantes como a Inácio
Tosta, Fernando Cordier e do Cinquentenário, como estacionamentos no centro da
cidade. Nas grandes cidades, soluções simples e práticas têm ajudado muito, até
pelo uso da sinalização horizontal, no leito das pistas. Cruzamentos que não
devem ser obstruídos? Determina-se a área proibida para qualquer parada com uma
malha de linhas cruzadas – parou ali, por qualquer motivo, é multa; isso educa
o motorista a só avançar sobre essa área proibida quando existir vaga para seu
veículo no trecho seguinte ao assinalado. Trechos de ruas proibidos ao
estacionamento? Pode se fazer como na Inglaterra: faixa dupla vizinha ao
meio-fio indica que estacionar é proibido – não há como o motorista justificar
que não percebeu a sinalização. Paliativos eficientes existem. Precisa existir,
entretanto, decisão política para executá-los sistematicamente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
NÃO MAIS POSTAREMOS OPINIÕES (ANÔNIMAS, OU NÃO) – Estávamos como um dos blogs com maior quantidade de postagens de opiniões dos leitores. Nunca censuramos, ou deixamos de inserir os comentários enviados sobre nossas matérias, artigos e notícias. Inclusive aqueles que nos ofendiam, caluniavam, difamavam, injuriavam... Entretanto, tivemos diversos dissabores com pessoas enfurecidas com comentários caluniosos, que os prejudicavam, constrangiam e cujos autores eram anônimos, ou se identificavam com o subterfúgio de nomes fictícios e irreais. Diante destes fatos e das sérias consequências decorrentes destas atitudes insanas e inaceitáveis, decidimos suspender a postagem de todos comentários e esperamos contar com a tolerância e compreensão de todos, pois não temos como identificar quem são os leitores que só querem bagunçar, ou nos criar situações embaraçosas. Pesquisaremos um sistema que possamos integrar aqui, para identificar, verdadeiramente, os autores dos comentários nos enviados e assim fazer cada qual responder por eventuais ilícitos. Eventualmente, postamos as matérias em nossa página de facebook e lá é impossível a postagem de comentários anônimos e de autoria inverídica. Portanto, sugerimos este espaço para os leitores educados, bem intencionados e conscientes das consequências de tudo o que é escrito para o conhecimento público. Agradecidamente, Val Cabral.
ResponderExcluir