O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira ser
"babaquice" a ideia de oferecer condições para que os torcedores
cheguem de metrô aos estádios que vão sediar os jogos da Copa do Mundo. Durante
palestra para blogueiros em São Paulo, ele afirmou que os brasileiros vão até
descalços ver as partidas. "Nós nunca reclamamos de ir a pé (ao estádio).
Vai a pé, descalço, de bicicleta, de jumento, vai de qualquer coisa. A gente
está preocupado? Ah, não, porque agora tem de ter metrô até dentro do estádio.
Que babaquice é essa?", disse Lula. O governo federal está investindo
cerca de R$ 8 bilhões em 42 obras de mobilidade nas cidades-sede. O
investimentos são apresentados pelo governo como um dos legados do torneio para
a população. Para Lula, no entanto, a questão financeira não é a mais
importante. O ex-presidente disse que nem sequer pensou em dinheiro quando
trabalhou para que o Brasil sediasse o evento da Fifa. "Quando eu pensei
isso (trazer a Copa), não pensei em dinheiro, se vão entrar 30 bilhões, 40
bilhões. Eu não pensei nisso", admitiu. Embora a Lei Geral da Copa tenha
aberto uma exceção para a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Estados
onde o comércio é proibido, Lula usou a restrição como motivo para não
comparecer aos estádios durante o Mundial. "Eu já tomei a decisão de não
ver nenhum jogo (no estádio). Vou ver em casa, né? Porque já que não pode
entrar bebida (nos estádios), em casa vou tomar uma cervejinha e ninguém pode
reclamar", argumentou. Na opinião do ex-presidente, o maior risco para o
Brasil durante a Copa do Mundo não é uma nova onda de manifestações, mas a
possibilidade de a seleção perder o torneio, como aconteceu em 1950, contra o
Uruguai. Apesar de sua conhecida paixão pelo futebol, Lula admitiu a falta de
intimidade com o time do técnico Luiz Felipe Scolari. "Agora todos (os
jogadores) vêm de fora. Alguns a gente não sabe nem o nome", afirmou. Lula
disse que não se preocupa com a possibilidade de serem mostradas por tevês
internacionais imagens de favelas e mendigos dormindo nas ruas. "Não tenho
preocupação nenhuma que mostrem barracos. Podem mostrar quantos barracos
quiserem", afirmou. "Se tiver nego dormindo na rua, tem de deixar na
rua. Ele é brasileiro igual a nós. Se ele tem algum problema, temos de tentar
resolver o problema, mas esconder pobre está fora de qualquer cogitação." Ricardo
Galhardo | Agência Estado - Raul Spinassé | Ag. A TARDE.

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