Trief

Trief

21 de maio de 2014

É PROIBIDO ADOECER NO BRASIL

Aprendi com meus pais que ficar doente e ter que ir para o hospital é sempre ruim. Acreditava que era por causa daquela moça de branco, segurando uma injeção na mão, entretanto, descobri que é muito mais além disso. Ter que ir ao hospital era e continua sendo péssimo pela série de problemas existentes no sistema de saúde do Brasil. A mídia evidencia para a população, vários hospitais novos, centros de especializações, e paralelamente presencio filas, o mau atendimento, o descaso, e pacientes pelos corredores. Os recursos disponibilizados para a saúde podem ser considerados poucos, todavia, se bem administrados, suprem o mínimo das necessidades daqueles que desejam um tratamento suficiente e atendimento humano e de qualidade, com bons profissionais. Um bom gerenciamento destas verbas governamentais proporcionará para que cenas de descaso possam não ser mais fatos de nosso conhecimento. O dinamismo e interação para este administrador são de fundamental importância para amenizar o caos na maioria das instituições de saúde. Focar nas parcerias entre hospitais, governos e empresas, buscando o bem-estar das pessoas, impulsionará a busca pela qualidade no setor. Contudo, a saúde deve ser encarada pelos governantes e administradores como de fato um investimento, e não um custo no orçamento governamental. Afinal quem paga a conta, somos todos nós, cidadãos trabalhadores, através das altas cargas tributárias. Não conheço uma só cidade que não esteja enfrentando graves dificuldades nos serviços de saúde pública. Recentemente estive no Hospital Geral de Camaçari, que é a cidade mais rica do interior da Bahia, com orçamento que triplica a arrecadação de Feira de Santana, cuja população tem quantidade quaduplicadamente maior que a cidade do Pólo-Petroquimico. Percebi que a realidade da riqueza do município, cujo prefeito é o petista Luiz Caetano, contrapõe as circunstância de sucateamento daquela unidade hospitalar, que possui condições péssimas de conservação em sua estrutura física e gritante deficiência no oferecimento de serviços médicos. São pacientes jogados pelos corredores, falta de medicamentos, equipamentos e insumos para intervenções de emergência e a sujeira expõe grandes riscos de infecções e descaso com o cuidado mínimo que as autoridades devem dispensar aos pacientes. Numa noite que passei no Hospital Geral de Camaçari, matei uma barata, um besouro e uns trinta pernilongos. Isso é inaceitável numa cidade que arrecada em uma semana, o que Itabuna não recebe em um mês. Este fato simboliza a esculhambação a que submetem a saúde pública no Brasil. A situação é tão grave, que já penso em sugerir ao Deputado Federal Geraldo Simões (sangue de Cristo tem Poder), que crie uma Lei proibindo as pessoas de ficarem doentes. Mas, não vai adiantar; Geraldo não é deputado e se dependesse dele, mais pessoas iriam morrer esquecidas em Postos Médicos, como foi o que aconteceu em sua lastimável gestão em Itabuna e a saúde seria preterida por Máfia do IPTU e Quadrilha das Mochilas.

Um comentário:

  1. Val Cabral21 maio, 2014

    NÃO MAIS POSTAREMOS OPINIÕES (ANÔNIMAS, OU NÃO) – Estávamos como um dos blogs com maior quantidade de postagens de opiniões dos leitores. Nunca censuramos, ou deixamos de inserir os comentários enviados sobre nossas matérias, artigos e notícias. Inclusive aqueles que nos ofendiam, caluniavam, difamavam, injuriavam... Entretanto, tivemos diversos dissabores com pessoas enfurecidas com comentários caluniosos, que os prejudicavam, constrangiam e cujos autores eram anônimos, ou se identificavam com o subterfúgio de nomes fictícios e irreais. Diante destes fatos e das sérias consequências decorrentes destas atitudes insanas e inaceitáveis, decidimos suspender a postagem de todos comentários e esperamos contar com a tolerância e compreensão de todos, pois não temos como identificar quem são os leitores que só querem bagunçar, ou nos criar situações embaraçosas. Pesquisaremos um sistema que possamos integrar aqui, para identificar, verdadeiramente, os autores dos comentários nos enviados e assim fazer cada qual responder por eventuais ilícitos. Eventualmente, postamos as matérias em nossa página de facebook e lá é impossível a postagem de comentários anônimos e de autoria inverídica. Portanto, sugerimos este espaço para os leitores educados, bem intencionados e conscientes das consequências de tudo o que é escrito para o conhecimento público. Agradecidamente, Val Cabral.

    ResponderExcluir

Comente no blog do Val Cabral.

Publicidade: