A essência da democracia é o voto. A vontade
pessoal consolida-se em maioria na união de todos. Os gregos estabeleceram as
bases do chamado sufrágio universal – mas na época poucos votavam. Contudo,
foram os romanos que inventaram a urna eleitoral. O sentimento democrático,
porém, foi sufocado pela Idade Média até que veio a Revolução Francesa e o
lema: liberdade, fraternidade, igualdade. Mesmo com isso em mente, as nações –
até as mais esclarecidas – tinham opiniões contraditórias sobre a participação
popular na escolha dos governantes. Nos Estados Unidos, quando da elaboração da
famosa Constituição, um parlamentar cujo nome esqueci, chegou a dizer: “Deixar
o povo escolher o presidente é como deixar um cego escolher uma cor”. Isso
ficou incrustado na alma americana, tanto que, até hoje, a população elege
delegados que elegem o presidente. No Brasil, conta a história, a primeira
votação ocorreu em 1532. Os habitantes da primeira vila fundada na colônia
portuguesa – São Vicente, em São Paulo – foram às urnas para eleger o Conselho
Municipal. Foi uma votação indireta. O povo escolheu representantes que
escolheram o conselho. A primeira legislação eleitoral brasileira só surgiu em
1824 com a eleição da Assembleia Geral Constituinte, depois que d. Pedro I declarou
Independência; o título de eleitor só em 1881. Dez anos depois, o Brasil
escolheu o primeiro presidente da República pelo voto direto, Prudente de
Morais. De lá para cá, já passamos por altos e baixos com relação ao exercício
do voto; e alguns períodos tenebrosos, com o povo impedido de votar pelos
ditadores de plantão. Houve algumas escolhas desastrosas ao longo desse tempo,
entretanto, como destacamos em artigo anterior, a pior democracia é muito
melhor que a melhor das ditaduras. Estamos, na verdade, nos aprimorando:
votando e aprendendo a votar. Enquanto isso não ocorre, continuamos votando
dentro de um processo imperfeito. A urna, que os romanos criaram, acabou
eletrônica no Brasil, um dos poucos países a adotar o equipamento com
características peculiares. Urge a materialização do voto, a impressão, para
que não pairem dúvidas sobre a vontade popular.

NÃO MAIS POSTAREMOS OPINIÕES (ANÔNIMAS, OU NÃO) – Estávamos como um dos blogs com maior quantidade de postagens de opiniões dos leitores. Nunca censuramos, ou deixamos de inserir os comentários enviados sobre nossas matérias, artigos e notícias. Inclusive aqueles que nos ofendiam, caluniavam, difamavam, injuriavam... Entretanto, tivemos diversos dissabores com pessoas enfurecidas com comentários caluniosos, que os prejudicavam, constrangiam e cujos autores eram anônimos, ou se identificavam com o subterfúgio de nomes fictícios e irreais. Diante destes fatos e das sérias consequências decorrentes destas atitudes insanas e inaceitáveis, decidimos suspender a postagem de todos comentários e esperamos contar com a tolerância e compreensão de todos, pois não temos como identificar quem são os leitores que só querem bagunçar, ou nos criar situações embaraçosas. Pesquisaremos um sistema que possamos integrar aqui, para identificar, verdadeiramente, os autores dos comentários nos enviados e assim fazer cada qual responder por eventuais ilícitos. Eventualmente, postamos as matérias em nossa página de facebook e lá é impossível a postagem de comentários anônimos e de autoria inverídica. Portanto, sugerimos este espaço para os leitores educados, bem intencionados e conscientes das consequências de tudo o que é escrito para o conhecimento público. Agradecidamente, Val Cabral.
ResponderExcluir