O
primeiro passo para um acerto pode ser o reconhecimento do erro. Foi assim que
o Papa João Paulo II iniciou uma virada histórica na Igreja ao pedir desculpas
pelos erros que ela cometera. E agora o Papa Francisco vem a público, num rasgo
de humildade, e confessa que ele próprio já cometera um pequeno furto. Essas
duas atitudes, adotadas por homens tão grandiosos, nos ajudam a refletir sobre
o que podemos fazer de melhor ou de pior com o nosso País. E não é por estarmos
em ano eleitoral, que seja oportuno um exame coletivo de consciência. A crítica
e a autocrítica moral tem que ser permanente. Nos ensina a ética cristã que
devemos fazer ao próximo aquilo que dele esperamos. Portanto, se desejamos
novas práticas nas instituições do País, então devemos assumir novos
paradigmas. Diante de qualquer denúncia de corrupção, a normal postura é a
acusação ao malfeitor. Porém, raramente indagamos sobre nossas conivências com
os corruptos. A corrupção nossa de cada dia é tão nociva ao País, quanto o é a
corrupção daqueles que gerem o nosso Estado. A bem da verdade há entre ambas
uma relação recíproca de causa e efeito, que só será interrompida quando
encontrarmos um equilíbrio entre os nossos instintos pessoais e os ideais
coletivos. O Papa Francisco nos fala de “um ladrão que há dentro de todos nós”.
Pois bem, esse ladrão oculto em nossa consciência coletiva nem repara na
gravidade da distorção de um dos maiores ensinamentos de S. Francisco: é dando
que se recebe. O que fora dito como maior expressão da solidariedade, agora é
tomada como legitimadora do individualismo amoral. A tolerância com essa
inversão de valores é uma clara evidência do quanto o Papa está certo. Em uma
democracia é absolutamente legítima a defesa de interesses por parte de
segmentos sociais. Mas a famigerada lei de Gerson deslegitima toda e qualquer
ação política. De há muito esse anseio da vantagem em tudo instaurou entre nós
um verdadeiro culto à perversão. E nem sempre nos damos conta do quanto nos
habituamos a uma desordem de conceitos, quando no plano coletivo já não
distinguimos (ou não queremos distinguir) o bem do mal. Para comprovar o que
digo basta um olhar minimamente crítico sobre nossas atitudes no dia a dia. Dando
a César o que é de César, em matéria de desvios comportamentais, nem um de nós
pode atirar a primeira pedra. Portanto, seguindo os exemplos dos Papas João
Paulo II e Francisco, reconheçamos nossas mínimas e máximas culpas pelo que de
bom e de mau há no País e, se trazemos dentro de nós um ladrão, que ao menos
este seja o Dimas. Ainda dá tempo! Por Alex Lopes.

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