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19 de maio de 2014

A CIDADE BAIANA DO PREFEITO PRESO NÃO TEM DELEGADO E NEM VIATURA POLICIAL

Entre as 18 autoridades detidas no primeiro dia da "Operação 13 de Maio", da Polícia Federal (PF), que investiga desvio de verbas com valor que supera R$ 70 milhões em prefeituras baianas, que foram libertadas dos presídios no sábado (17), após cumprimento dos cinco dias previstos nos mandados de prisão temporária, está Clegivaldo Santa Rosa, de Sítio do Quinto. De acordo com o delegado José Nogueira, responsável pelo caso, os envolvidos nas fraudes desviavam verba federal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou verbas estaduais e municipais. As fraudes eram cometidas por meio da contratação de empresas de fachada para eventos; contratação de empresas para obras públicas, a exemplo da construção de escolas; além de haver desvio de dinheiro do Ministério da Saúde para compra de remédios, e verba municipal desviada também do transporte escolar. O dinheiro público desviado era usado para aquisição de imóveis e carros. Muito dos bens, do patrimônio, não estão no nome dessas pessoas. Geralmente, estão no nome de alguns parentes. Esses parentes compravam fazendas, gado, imóveis e carros. Os envolvidos vão responder por mau uso de dinheiro público, lavagem de dinheiro e contra lei de licitação. Clegivaldo Santa Rosa, é prefeito de Sítio do Quinto, cuja cidade recebeu a visita de um Juiz, que se surpreendeu com delegacia abandonada e celas sem grades. O Juiz da comarca de Jeremoabo Antônio Henrique da Silva constatou uma situação no mínimo inusitada na visita a uma delegacia da cidade do prefeito preso pela PF e libertado pela Justiça. O réu condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto, por crime de estupro de vulnerável, cumpria a pena em uma cela sem grades. Quando o magistrado chegou no local à delegacia estava fechada, sem policial ou guarda municipal que pudesse fazer a segurança. Sítio do Quinto ainda não tem delegado nem viatura para ajudar nos trabalhos de investigação. Os presos também são responsáveis pelo próprio alimento, já que a prefeitura cortou o fornecimento de alimentação.

Um comentário:

  1. Val Cabral19 maio, 2014

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