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Natal Itabuna

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Trief

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11 de julho de 2012

O TRIUNVIRATO DA PESSOA EM SITUAÇÃO DE RUA

A situação de rua deve ser compreendida como parte de um processo de marginalização e desfiliação dos indivíduos, os quais podem utilizar as ruas de maneiras diversas. Em geral, três subgrupos podem ser identificados de acordo com tempo de permanência e grau de vínculos familiares: FICAR NA RUA – circunstancialmente; ESTAR NA RUA – recentemente e SER DE RUA – permanentemente. O álcool e as drogas fazem parte da realidade das ruas, seja como alternativa para minimizar a fome e o frio e estratégia para dormir, seja como elemento de socialização entre membros dos grupos de rua. O uso de drogas e bebidas alcoólicas é uma dimensão cultural que compõe o estilo de vida de quem vive na rua. Portanto, estar em abstinência é um grande desafio para essas pessoas, mesmo que disso dependa a própria sobrevivência. Na população em situação de rua, a dificuldade de acesso aos serviços de atenção à saúde é uma constante. Ainda é visto com muita frequência, serviços como Caps e hospitais dificultando ou até mesmo impedindo o acesso de indivíduos que estão nessa situação, uma vez que exigem a presença de sua família como condição para realizar uma internação ou iniciar um acompanhamento em saúde mental. Mesmo assim, é possível considerar que tem havido avanços no campo do acesso aos serviços e às políticas públicas para a população em situação de rua. Não há em Itabuna, efetivamente, nenhum programa que assegure aos moradores de rua o acesso a políticas públicas de saúde, de educação, de previdência social, de assistência social, de trabalho, de renda, de moradia, de cultura, de esporte e de lazer. As pessoas em situação de rua tem de reinventar seu cotidiano para lidar com os recursos existentes nas ruas e criar estas estratégias de sobrevivência. A rede assistencial deve caminhar no mesmo sentido, procurar articular, comunicar e se solidarizar para, juntas, construírem respostas resolutivas para os problemas desse grupo populacional. Deve-se possibilitar aos indivíduos em situação de rua instrumentos para modificar suas condições de vida, exercendo sua condição de ser humano e, com ela, seu direito de escolha, já que viver na rua só pode ser considerado uma escolha quando houver outras opções de vida.

Um comentário:

  1. Não há ninguém interessado em resolver este fragelo humanitário.
    Talvez por que estes pobres coitados não possuem título de eleitor!
    Hildete Fonseca

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