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11 de julho de 2012

A BANALIDADE FAZ O CRIME ATORMENTAR TODA A SOCIEDADE

É impossível que um dia apenas entre dois dias não tenhamos, pelo menos, uma morte noticiada. O assunto é sistemático, banal e indiferente, quando não relaciona um parente nosso ou um conhecido. E não é necessário se expor em lugares mais violentos ou estar apenas na porta de casa. É uma espécie de sorteio. Qualquer um pode ser premiado. Mesmo já estando no ocaso da vida, a violência antecipa a retirada do mundo dos vivos. Motivos? Não faltam. Morre-se por falta de dinheiro. Morre-se por uma bicicleta. Morre-se até por bala perdida. Não há como evitar. É pura sorte estar vivo. O mundo atual também fez da morte a solução primeira para a resolução de conflitos. O ser humano se tornou intolerante e incapaz de conviver com diferenças. É como se a qualquer instante pudesse explodir toda a sua selvageria acumulada, Deus sabe onde. Quando não, de caso pensado e planejado, a morte se torna um ofício de pessoas inteligentes, não mais de tabaréus. A morte encomendada já não tem o mesmo disfarce dos filmes policiais. É cruel como se o mandante pudesse transferir todo o seu ódio ao executor, fazendo com que o crime, rapidamente, seja elucidado. A facilidade do comércio de entorpecentes se encarregou de criar uma geração de zumbis que perambulam dia e noite pelas ruas, com o olhar perdido em busca do único alimento do corpo e da alma: a droga. É um filme de terror! A população vive assombrada. Os furtos se tornaram tão constantes, que a maioria procura andar com algum dinheiro, seja para ser levado mesmo, ou para atender aos insistentes e ameaçadores pedidos. Hoje, os assaltos se tornaram atos terroristas, com direito a explosões, reféns, sequestros e mortes violentíssimas. Atualmente, ser um gerente de banco é tão perigoso quanto ser um policial, com um agravante, este último ainda pode usar um revólver para se defender. Embora a Bahia já tenha registrado mais de 70 assassinatos de PMs nos últimos três anos. Crianças e adolescentes chefiam quadrilhas muito bem organizadas. Famílias inteiras compartilham ações criminosas. E se alguém imagina que isto é privilégio apenas das classes mais pobres está enganado. O País, hoje, pode sistematizar o crime desde o furto corriqueiro até a alta corrupção. Esta é a maior responsável pela situação em que vivemos. Quando não está diretamente ligada ao crime, se associa a ele, rouba o erário, impede ações de combate ao crime e socialização e gera patronos de uma sociedade à deriva.

3 comentários:

  1. A insegurança é resultado do descaso do Estado. O problema é que suas vítimas deixam parentes e amigos que votam nas mesmas pessoas que nunca fazem nada para mudaresta horrível e diabólica realidade.
    Joselito Brito

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  2. Val Cabral

    Não dá prá gente ficar só assistindo tamanha carnicina.
    A Bahia está desarmada e os bandidos aterrorizam nossa gente.
    Sooooooooooooooocorro Wagner.
    Nivaldo Gomes

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  3. O que mais assusta é o fato destes crimes terem mais de 90% das suas autorias não identificadas.
    Assim é que aumenta a possibilidade do aumento da violência nas cidades baianas.
    Quando a impunidade é garantia de páticas criminosas, é a sociedade que acaba pagando caro por esta omissão do Estado.
    É necessário que as pessoas reajam, cobrando do governo ações mais severas de combate ao crime no estado.
    Antonio Andrade

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