Amar a Deus de todo o coração, com toda inteligência, com toda intensidade é o caminho para amar ao próximo como a si mesmo. Sem amar ao próximo não existe amor a Deus, pois
sendo Deus invisível, nossa manifestação de amor a Ele só pode ser realizada no amor ao próximo. Aí surge o problema: É que o próximo, lugar onde Deus pode ser amado, é diferente de nós, nos questiona, nos provoca, nos desafia, nos incomoda. Como amar, então? Não é fácil, mas é possível e necessário. Talvez se olharmos para dentro de nós mesmos perceberemos que também nós incomodamos os outros, que somos imperfeitos e difíceis de amar. A partir do amor que somos capazes de sentir por nós mesmos, apesar de nossas imperfeições e fragilidades, poderemos exercitar o amor pelo próximo. DIA LITÚRGICO: SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA - Evangelho (Mc 12,28b-34): Então aproximou-se dele e perguntou: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é este: ‘Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é um só. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força!’ E o segundo mandamento é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’! Não existe outro mandamento maior do que estes» O escriba disse a Jesus: «Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: ‘Ele é único, e não existe outro além dele’. Amar a Deus de todo o coração, com toda a mente e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, isto supera todos os holocaustos e sacrifícios». Percebendo Jesus que o escriba tinha respondido com inteligência, disse-lhe: «Tu não estás longe do Reino de Deus». E ninguém mais tinha coragem de fazer-lhe perguntas. Comentário: Rev. D. Pere MONTAGUT i Piquet (Barcelona, Espanha). «Não existe outro mandamento maior do que estes» Hoje, a liturgia da quaresma nos apresenta o amor como a raiz mais profunda da auto-comunicação de Deus: «A alma não pode viver sem amor, sempre quer amar alguma coisa, porque está feita de amor, que eu por amor a criei» (Santa Catalina de Siena). Deus é amor todo poderoso, amor até o extremo, amor crucificado: «É na cruz onde se pode contemplar esta verdade» (Bento XVI). Este Evangelho não é somente uma auto-revelação de como Deus mesmo —em seu Filho— quer ser amado. Com um mandamento de Deuteronômio: «Portanto, ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força» (Dt 6,5) e outro do Levítico: «Não seja vingativo, nem guarde rancor contra seus concidadãos. Ame o seu próximo como a si mesmo. Eu sou Javé» (Lev 19,18), Jesus leva ao extremo a plenitude da Lei. Ele ama o Pai como Deus verdadeiro nascido do Deus verdadeiro e, como Verbo feito homem, cria a nova Humanidade dos filhos de Deus, irmãos que se amam com o amor do Filho. O chamado de Jesus à comunhão e à missão pede uma participação em sua mesma natureza, é uma intimidade na qual devemos nos introduzir. Jesus não reivindica nunca ser a meta de nossa oração e amor. Agradece ao Pai e vive continuamente em sua presença. O mistério de Cristo atrai ao amor a Deus —invisível e inacessível— enquanto que, ao mesmo tempo, é caminho para reconhecer a verdade no amor e vida para o irmão visível e presente. O mais valioso não são as oferendas queimadas no altar, e sim Cristo que queima como único sacrifício e oferenda para que sejamos Nele um só altar, um único amor. Esta unificação de conhecimento e de amor entrelaçada pelo Espírito Santo permite que Deus ame em nós e utilize todas nossas capacidades e nos conceda poder amar como Cristo, com seu mesmo amor filial e fraterno. O que Deus uniu no amor, o homem não o pode separar. Esta é a grandeza de quem se submete ao Reino de Deus: o amor a si mesmo já não é obstáculo e sim êxtase para amar ao único Deus e a uma multidão de irmãos. (Rita Arcanjo).
sendo Deus invisível, nossa manifestação de amor a Ele só pode ser realizada no amor ao próximo. Aí surge o problema: É que o próximo, lugar onde Deus pode ser amado, é diferente de nós, nos questiona, nos provoca, nos desafia, nos incomoda. Como amar, então? Não é fácil, mas é possível e necessário. Talvez se olharmos para dentro de nós mesmos perceberemos que também nós incomodamos os outros, que somos imperfeitos e difíceis de amar. A partir do amor que somos capazes de sentir por nós mesmos, apesar de nossas imperfeições e fragilidades, poderemos exercitar o amor pelo próximo. DIA LITÚRGICO: SEXTA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA - Evangelho (Mc 12,28b-34): Então aproximou-se dele e perguntou: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é este: ‘Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é um só. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força!’ E o segundo mandamento é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’! Não existe outro mandamento maior do que estes» O escriba disse a Jesus: «Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: ‘Ele é único, e não existe outro além dele’. Amar a Deus de todo o coração, com toda a mente e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, isto supera todos os holocaustos e sacrifícios». Percebendo Jesus que o escriba tinha respondido com inteligência, disse-lhe: «Tu não estás longe do Reino de Deus». E ninguém mais tinha coragem de fazer-lhe perguntas. Comentário: Rev. D. Pere MONTAGUT i Piquet (Barcelona, Espanha). «Não existe outro mandamento maior do que estes» Hoje, a liturgia da quaresma nos apresenta o amor como a raiz mais profunda da auto-comunicação de Deus: «A alma não pode viver sem amor, sempre quer amar alguma coisa, porque está feita de amor, que eu por amor a criei» (Santa Catalina de Siena). Deus é amor todo poderoso, amor até o extremo, amor crucificado: «É na cruz onde se pode contemplar esta verdade» (Bento XVI). Este Evangelho não é somente uma auto-revelação de como Deus mesmo —em seu Filho— quer ser amado. Com um mandamento de Deuteronômio: «Portanto, ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força» (Dt 6,5) e outro do Levítico: «Não seja vingativo, nem guarde rancor contra seus concidadãos. Ame o seu próximo como a si mesmo. Eu sou Javé» (Lev 19,18), Jesus leva ao extremo a plenitude da Lei. Ele ama o Pai como Deus verdadeiro nascido do Deus verdadeiro e, como Verbo feito homem, cria a nova Humanidade dos filhos de Deus, irmãos que se amam com o amor do Filho. O chamado de Jesus à comunhão e à missão pede uma participação em sua mesma natureza, é uma intimidade na qual devemos nos introduzir. Jesus não reivindica nunca ser a meta de nossa oração e amor. Agradece ao Pai e vive continuamente em sua presença. O mistério de Cristo atrai ao amor a Deus —invisível e inacessível— enquanto que, ao mesmo tempo, é caminho para reconhecer a verdade no amor e vida para o irmão visível e presente. O mais valioso não são as oferendas queimadas no altar, e sim Cristo que queima como único sacrifício e oferenda para que sejamos Nele um só altar, um único amor. Esta unificação de conhecimento e de amor entrelaçada pelo Espírito Santo permite que Deus ame em nós e utilize todas nossas capacidades e nos conceda poder amar como Cristo, com seu mesmo amor filial e fraterno. O que Deus uniu no amor, o homem não o pode separar. Esta é a grandeza de quem se submete ao Reino de Deus: o amor a si mesmo já não é obstáculo e sim êxtase para amar ao único Deus e a uma multidão de irmãos. (Rita Arcanjo).
Ore que melhora.
ResponderExcluirSem fé as coisas ficam mais difíceis.
Wilson Monteiro
Rita Arcanjo, lhe dou os parabéns pela iniciativa de levar a Palavra a todos que a prezam
ResponderExcluirContinue assim...
Soélia Vieira da Silva
Jesus é a fortaleza, anossa fé é muito importante, mas na hora do aperto, eu acho que é normal do ser humano, fraquejar mesmo, mas depois a gente acorda e vê o quanto somos fracos.
ResponderExcluirSou Católico Apostólico Romano... e minha igreja não é nenhuma prostituta(do apocalipse) como muitos pregam, porque ela nunca promete nada em troca de dinheiro, tem até e-mail gratis para fazer pedidos na canção nova e eles te respondem na hora, com o maior carinho! Alem disso a minha Igreja ela nunca perseguiu Maria mãe de Jesus, como faz o dragão no apocalipse. Que não entende como o ser humano pode ter sido santificado por aquelas palavras em que Jesus diz "Quem recebe quem eu enviei é a mim que recebe" "Pai faça eles como Eu..."
ResponderExcluirNaquele dia, ao entardecer, disse: «Passemos para a outra margem.» Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele. Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água. Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma. Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»
ResponderExcluirOrlando Nogueira