Seguem os abalos na zona do euro. Além da conhecida crise grega, treme a terra econômica também na Itália. O resto do mundo, inclusive
o Brasil, precisa manter as barbas de molho. Toda atenção é pouca, pois, na hipótese de esses abalos não serem absorvidos no Velho Mundo, todo o mundo estará em situação difícil. Uns mais, outros menos, mas não haverá quem não seja alcançado caso o jovem euro venha a desabar. A queda do primeiro-ministro George Papandreou está longe de representar um alento para os problemas vividos pela Grécia, até porque o governo de coalizão anunciado, ao demorar a ser formado, demonstra as dificuldades na definição de novos rumos. Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi balança, mas ainda não caiu, embora as notícias sobre sua renúncia “para breve” estejam presentes na mídia. Mas a saída do polêmico líder não aponta para uma solução (de qualquer tipo) para os tropeços italianos no campo econômico. O tamanho do problema pode ser avaliado pelos juros oferecidos pelos papéis das dívidas públicas dos países tremelicantes. Enquanto a sólida Alemanha remunera em 1,73% seus papagaios, as economias fragilizadas têm de aumentar perigosamente esse apelo, prometendo juros que o mercado descrê de suas capacidades de resgate. Portugal, Irlanda e Grécia estavam oferecendo algo como 7% por seus papéis. A Itália, nesta semana, alcançou este número místico, acendendo o sinal de alerta no resto do mundo. Trocar simplesmente o primeiro-ministro não é sinal que convença o mundo da finanças. Garantir o pagamento de seus papagaios, sim. Mas como assegurar a adimplência futura oferecendo juros impagáveis e expondo deficits públicos em franco crescimento? A terra europeia treme e continuará a tremer. Melhor será, quem puder, buscar abrigo seguro. (José Carlos Tavares – professor).
o Brasil, precisa manter as barbas de molho. Toda atenção é pouca, pois, na hipótese de esses abalos não serem absorvidos no Velho Mundo, todo o mundo estará em situação difícil. Uns mais, outros menos, mas não haverá quem não seja alcançado caso o jovem euro venha a desabar. A queda do primeiro-ministro George Papandreou está longe de representar um alento para os problemas vividos pela Grécia, até porque o governo de coalizão anunciado, ao demorar a ser formado, demonstra as dificuldades na definição de novos rumos. Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi balança, mas ainda não caiu, embora as notícias sobre sua renúncia “para breve” estejam presentes na mídia. Mas a saída do polêmico líder não aponta para uma solução (de qualquer tipo) para os tropeços italianos no campo econômico. O tamanho do problema pode ser avaliado pelos juros oferecidos pelos papéis das dívidas públicas dos países tremelicantes. Enquanto a sólida Alemanha remunera em 1,73% seus papagaios, as economias fragilizadas têm de aumentar perigosamente esse apelo, prometendo juros que o mercado descrê de suas capacidades de resgate. Portugal, Irlanda e Grécia estavam oferecendo algo como 7% por seus papéis. A Itália, nesta semana, alcançou este número místico, acendendo o sinal de alerta no resto do mundo. Trocar simplesmente o primeiro-ministro não é sinal que convença o mundo da finanças. Garantir o pagamento de seus papagaios, sim. Mas como assegurar a adimplência futura oferecendo juros impagáveis e expondo deficits públicos em franco crescimento? A terra europeia treme e continuará a tremer. Melhor será, quem puder, buscar abrigo seguro. (José Carlos Tavares – professor).
É uma pena que nosso governo não fez nenhuma reforma nos últimos 6 anos. Nenhuma mesmo. Ficou só se aproveitando da ciranda financeira achando que iria deixar a bomba para o próximo Presidente.
ResponderExcluirA crise vai afetar minha vida e de todos os brasileiros já que com certeza iremos diminuir muito o crescimento no próximo ano.
A crise que tem sido tanto falada e temida nos últimos dias advém da crise imobiliária nos EUA. Não se sabe ao certo o tamanho da crise e quanto o governo dos EUA terão de gastar para acalmar os mercados interno e externo, fala-se em mais de um trilhão de dólares. Portanto, há risco de quebra de várias outras instituições financeiras e de economias mundiais, como a China, que sempre foi muito sólida. Assim, a tal crise ainda não nos afetou diretamente, a não ser com a oferta de financiamentos, cuja tendência é de total interrupção. Os bancos vão parar de emprestar dinheiro até a crise, no Brasil, sinalizar como será de verdade. Mas o que se espera é o aumento do desemprego pois as empresas terão de economizar e, principalmente, a baixa de tudo quanto é preço de mercadoria, pois haverá excesso no mercado. Muita mercadoria disponível, os preços tendem cair. Mas precisamos ser otimistas...
ResponderExcluirAumento de preços, pois quando o dolar cai os preços continuiam, mas quando sobe os preços aumentam
ResponderExcluiré claro se não tem nada para fazer oushe o brasil está caindo e nem tem como subir 100% de assasinatos 99,9 % de mortes etc...
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