Trief

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18 de outubro de 2011

SOLDADO ISRAELENSE GILAD SHALIT É LIBERTADO APÓS CINCO ANOS DE CATIVEIRO

O soldado Gilad Shalit --que passou cinco anos em cativeiro na Faixa de Gaza-- foi libertado na madrugada desta terça-feira, no Egto, após o acordo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, segundo confirmou uma fonte do Hamas à BBC. Ele foi entregue em seguida a autoridades israelenses em Kerem Shalom, no lado israelense da fronteira, onde era aguardado por seus familiares, que não o viam desde 2006.Israel confirmou que seu estado de saúde é bom. Em troca, quase quinhentos prisioneiros palestinos vêm deixando prisões israelenses e se dirigindo para o Egito, de onde serão levados para uma grande festa de recepção preparada pelo Hamas na cidade de Gaza. A movimentação chegou a sofrer atrasos depois que duas prisioneiras palestinas se recusaram a ser deportadas para Gaza, mas o problema já teria sido resolvido. Ao todo, Shalit será trocado por mais de mil prisioneiros palestinos, dos quais 477 estão sendo soltos nesta terça-feira. Dentre esses, 280 haviam sido condenados à prisão perpétua pela morte de civis israelenses. Israel terá agora de cumprir a segunda parte do acordo. Nos próximos dois meses, 550 outros prisioneiros devem ser libertados. Os nomes desses presos ainda não foram definidos. CAPTURA - Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006, quando tinha 19 anos, por militantes palestinos ligados ao Hamas. Ele servia em um posto do Exército israelense na fronteira com a Faixa de Gaza. Meses depois, o Hamas assumiu a tutela de Shalit. Desde então, foram feitas várias negociações para a troca do soldado por prisioneiros palestinos. As conversas nunca progrediram. Um ano após o sequestro, o Hamas divulgou um áudio no qual Shalit dava provas de que estava vivo. Em outubro de 2009, o soldado apareceu em um vídeo. Os pais de Shalit, Noam e Aviva, passaram a liderar um movimento para a libertação do filho, que ganhou a adesão de israelenses, que se juntaram em grandes manifestações. Nos últimos meses, ativistas montaram um acampamento em frente à residência do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, para pressionar o governo a assumir um acordo. CONEXÕES BRASILEIRAS - Um dos liberados em troca de Shalit é Tawfic Abdallah, preso com a mulher, a brasileira Lamia Maruf, em 1986, dois anos após o assassinato do soldado israelense David Manos. A pista que levou as forças de segurança israelenses a prenderem o casal foi o fato de que o carro utilizado para o sequestro do soldado foi alugado com o passaporte brasileiro de Lamia. Embora tenha afirmado não ter envolvimento no assassinato, Lamia também foi condenada à prisão perpétua, da qual cumpriu 11 anos, até ser libertada em fevereiro de 1997, após um acordo similar ao atual. Quem também foi incluído na primeira lista é Husan Badran, condenado por planejar o atentado à pizzaria Sbarro, em Jerusalém, que provocou a morte de 15 pessoas, em 2001. Entre os mortos estava o brasileiro Giora Balazs, de 68 anos. A esposa de Balazs, Flora, e sua filha, Deborah, ficaram feridas pelos estilhaços da explosão. FORTALECIMENTO DO HAMAS - O acordo firmado deverá fortalecer o grupo islâmico Hamas e enfraquecer seus rivais laicos do Fatah e a Autoridade Palestina, opinam analistas. No dia posterior ao acordo, o analista militar do jornalHaaretz, Amos Harel, disse que haveria um "fortalecimento dramático" da posição do Hamas. "Os pontos que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ganhou com o pedido de reconhecimento (do Estado palestino) na ONU, enfrentando o governo americano, são insignificantes comparados com o lucro político que o Hamas obterá desse acordo", afirma o analista. O assessor de Segurança Nacional de Netanyahu, Yaacov Amidror, também opina que o acordo dará força ao Hamas, considerado por Israel um grupo terrorista. "O Hamas ganha pontos e se fortalece às custas do Fatah", disse Amidror à radio estatal israelense, Kol Israel. No entanto, Amidror afirmou que o acordo firmado entre Israel e o Hamas para libertar Shalit é o "melhor possível nas circunstâncias atuais". Ele mencionou as mudanças nos regimes do Oriente Médio, decorrentes da chamada Primavera Árabe, como um fator catalisador para o acordo, agregando que a instabilidade que vigora na região levou o governo israelense a se apressar em concluir o plano porque "ninguém sabe o que acontecerá no futuro".

3 comentários:

  1. Imagino a felicidade que deve ter sido o reencontro desse soldado com seus familiares e amigos.
    Não existe nada mais horrível que a guerra. Muitas vidas são perdidas e a dor é uma dramática realidade para todos envolvidos.
    Haroldo Gomes

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  2. O SANGUE DE INOCENTES ROLA NO CHÃO ONDE NASCEU JESUS CRISTO... ACHO QUE NÃO SERIA TÃO DIABÓLICO SE LÁ TIVESSE NASCIDO O PRÓPRIO SATANAZ... ACHO QUE ELE NASCEU NO RIO DE JANEIRO. E ACABAOU MANDANDO UM FILHO PARA GOVERNAR A BAHIA!!! FLÁVIO M. DE CARVALHO

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  3. Nobre amigo Val Cabral, parabenizo vc pela experiencia e profissionalismo que o senhor tem, e a coragem de expor seus pensamentos. Esse seu blog já virou vício para mim. O acesso todos os dias. Assim como também ouço seu programa de rádio diariamente. Também sou seu eleitor. Eu e minha família vamos votar no senhor, para vereador.
    Nilson Meireles da Fonseca
    Professor

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