Trief

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17 de outubro de 2011

A ESCOLA COMO ALVO DA INSANIDADE DOS NOSSOS JOVENS

A violência escolar é um tema que ocupa grande espaço nas páginas policiais dos jornais e programas do gênero em todo país. Professores em depoimentos desesperados já se dão por vencidos pela repetição de fatos desagradáveis, que vão do quebra-quebra do patrimônio, as ameaças e desafios aos mestres e agressões entre alunos. É um assunto muito delicado, porque a violência não nasce na escola. O adolescente já leva para as salas de aula o vírus contraído pelo o universo violento no seu convívio fora da escola. A violência está em casa, na rua, no transporte coletivo, nos estádios de futebol, nas drogas. O jovem é vítima e se transforma apenas no meio de transporte para levar a violência para dentro da escola. O sociólogo Selem Rachid Asmar, anos atrás, antecipava esse mal que se abateria sobre o Brasil em pouco de tempo. Dizia ele à época que o país tinha vencido a chaga da inflação, mas num futuro próximo seria vitimado pelo câncer da droga e consequentemente a inevitável violência. É o filme que passa hoje, a todo o instante pelos nossos olhos. Não tenho nenhum diploma que me credencie a tratar do assunto em tela com profundidade, porém, como cidadão me é facultado o direito de expressar democraticamente minha opinião sobre a causa. O desequilíbrio da família brasileira, não apenas nas chamadas classes de baixa renda, mas nas médias e abastadas é tão evidente que a gente é incapaz de perceber qual o futuro das próximas gerações. Contam-se nos dedos pais e filhos que nos dias atuais sentam à mesa para o café da manhã, almoço e jantar como eram os costumes de velhos tempos; momentos do aconchego familiar, do mimo da mamãe que caprichava nos quitutes para agradar as suas crias. Do lanchinho feito com muito amor que o aluno levava na mochila da escola. A corrida pela sobrevivência, a modernidade, a ambição, o salve-se quem poder vai pouco a pouco degradando o que resta da família brasileira. Os jovens não namoram mais, não curtem mais, não casam mais. Eles ficam. E ficam por pouco tempo, poucos dias. A verdadeira essência da duradoura união conjugal vai ficando como lembrança do passado. A separação na maioria das vezes é inevitável. Os filhos em geral são os que mais sofrem as seqüelas desse novo conceito de vida familiar. A violência na escola tende a crescer principalmente nas unidades públicas porque o estado não vai ter soluções mágicas para resolver o problema de imediato. Na maioria dos casos os jovens revoltosos já deixaram em casa uma família desestruturada, às vezes pais viciados no álcool ou drogas estopins que fomentam a violência. A violência escolar é um assunto de grandes proporções que requer muitas discussões e reflexões para entender o comportamento e suas causas verdadeiras.

2 comentários:

  1. Tudo ficou pior na educação pública. Mas, tão ruim quanto a degeneração do próprio ensino público, é a gravidade em que a violência tem ocorrido em quase todas as escolas. E o pior é que não vejo nenhuma solução para este problema. Muito pior é o que espero para acontecer.
    Rogério Magalhães de Souza

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  2. Nobre amigo Val Cabral, parabenizo vc pela experiencia e profissionalismo que o senhor tem, e a coragem de expor seus pensamentos. Esse seu blog já virou vício para mim. O acesso todos os dias. Assim como também ouço seu programa de rádio diariamente. Também sou seu eleitor. Eu e minha família vamos votar no senhor, para vereador.
    Nilson Meireles da Fonseca
    Professor

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