Trief

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16 de outubro de 2011

DE MÃE PARA MÃE

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na TV: "Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc... Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender seu protesto. Quero com ele fazer coro. ENORME É A DISTÂNCIA QUE ME SEPARA DO MEU FILHO: Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família... Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha para mim importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo-locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo... Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem. SEMPRE É BOM LER NOVAMENTE PARA REFLETIR PARA ONDE ESTAMOS CAMINHANDO.

5 comentários:

  1. Muito forte esta postagem e retrata muito verdadeiramente, o que acontece atualmente.
    Seria oportuno se cada juiz pudesse ler esta postagem.
    Talvez assim as coisas fossem mais justas.
    Wilson Monteiro

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  2. Marineide Barbosa17 outubro, 2011

    Olá... perdi meu filho de 15 anos no dia 03/01/2006... por um tiro deflagrado por um assaltante, que foi preso, mas não ficou nem dois anos na cadeia... tenho muita ajuda dos meus amigos, dos participantes da igreja, mas tem dias que estou muito confusa, não tenho razão para viver, nem para levantar da cama, mas tenho um filho de 14 anos e ele precisa de mim... essa materia me fez reviver uma dor enorme no meu peito...

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  3. NÃO PERDI MINHA MENINA PRA MORTE. MAS PERDI ELA PRA O MUNDO E TENHO MEDO DE NÃO CONSEGUIR RECONQUISTÁ-LA.... HOJE, PERDI ATÉ A FÉ, NÃO COMO DIREITO, NÃO DURMO BEM, TEM SIDO UM TORMENTO, UMA DOR DE PERDA QUE NÃO CONSIGO EXPLICAR. AS MÃES DOS TRAFICANTES GANHAM PRESENTES, CONFORTO... DOS LUCROS DOS FILHOS QUE ACABAM COM A VIDA DE FAMÍLIAS INTEIRAS... GRS

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  4. Eu não sou mãe, mas posso sentir a dor de uma ao perder seu filho...
    Luiz Cláudio Barreto

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  5. Muita dor...
    Essa expressão me veio à mente diante deste desta carta.
    Norberto Araújo

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