Trief

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8 de setembro de 2011

EXCLUÍDOS PEDEM O FIM DO VOTO SECRETO

As comemorações do Dia da Independência, nesta quarta-feira (dia 7) em Brasília, foram marcados por protestos contra a corrupção no país. Vestidos de preto, manifestantes carregavam cartazes pedindo o fim do voto secreto na Câmara dos Deputados e no Senado e punição para corruptos. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 25 mil pessoas participaram da manifestação. O movimento foi pacífico. Entre os participantes estavam estudantes, aposentados e até crianças, como Pedro Henrique, 7 anos, que acompanhou a avó Mônica Gu smão Barcelos durante a passeata. “Vim marchar contra a corrupção”, disse. Para a professora aposentada Virgínia Messias, 65 anos, a manifestação é importante para conscientizar as pessoas. “É uma forma de cada um se expressar e espero que este movimento alcance muitos outros que ainda estão em casa, confortavelmente. Ponham a mão na consciência.” A ação popular também agradou ao servidor público Marcelo Sampaio, 39 anos. “Vim somar a essa iniciativa de manifestação contra a corrupção, contra o voto secreto, contra um Congresso que esconde o que um deputado faz de errado. A gente precisa estar aqui para dizer que a gente não concorda.” Às 10h , os participantes da Marcha Nacional contra a Corrupção ganharam as ruas e saíram do Museu da República em direção à Praça dos Três Poderes. O movimento apartidário, convocado pelas redes sociais nainternet, protestou contra desvio de dinheiro público em ministérios, denunciado rece ntemente, além da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema de corrupção do governo do Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM. Durante o percurso, alguns manifestantes fizeram a lavagem simbólica do Ministério da Agricultura e do Congresso Nacional. Ao som do Hino Nacional, eles ocuparam a Praça dos Três Poderes para “abraçar” a Bandeira do Brasil. Após quase duas horas de protesto e com número de participantes reduzido, alguns manifestantes tomaram o gramado em frente ao Congresso e ocuparam o espelho d’água, molhando os policiais, que fizeram um cordão de isolamento em frente à rampa de acesso. De acordo com Cecília de Oliveira, uma das organizadoras do evento, a mobilização na internet ganhou repercussão após o episódio da absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz. “Já estava todo mundo revoltado e resolvemos fazer isso.” O estudante Roberto Miamoto, 25 anos, disse que foi motivado a participar do protesto pelo desfecho do caso Jaqueline Roriz. Para ele, essa foi a “gota d’água” para a revolta dos brasileiros. “Acho que pela primeira vez a galera está se reunindo e pedindo um basta. Este é o momento de fazer a diferença e mostrar que Brasília não está passiva diante de tudo o que está acontecendo.”

4 comentários:

  1. Existe um projeto para acabar com o voto secreto nas votações de cassação de parlamentares, mas o projeto, infelizmente, se encontra engavetado e não se sabe em qual gaveta. O voto secreto, nesses casos, é um desserviço à nação.

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  2. Realmente é uma vergonha. Abaixo ao voto secreto já. Quero saber se o deputado que escolhi merece meu voto de novo ou se merece um belo pé na parte de trás. Será possível que precisamos dar uma de líbios pra alguma coisa mudar por aqui?

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  3. Tudo voto na câmara deveria ser aberto, não interessa a questão envolvida, o povo tens direito a saber a opinião do deputado para isso que foi eleito, o restante é ser um sem caracter.

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  4. O voto na câmara deveria ser aberto,sendo assim todos ficariam sabendo a opinião de cada um a respeito de determinado assunto :)

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