Bahia: “Nos últimos quatro anos, o número de homicídios cresceu 50% e a taxa de assassinatos em Salvador é cinco vezes maior da que a ONU
estabelece como suportável para grandes cidades” foi publicado no JN, edição do dia 07/02/2011. Isso é um contínuo e não é nenhuma novidade. A Bahia tinha, em 2002, 13 homicídios por 100 mil habitantes; em 2007, já eram 25,7 — um salto de 97%! Configura-se entre os estados mais violentos. Salvador é a terceira cidade mais populosa do Brasil e a maior em desigualdades socioeconômicas. Tendo em vista que o projeto capitalista não vislumbra toda a população e não possui capacidade para oferecer empregos e renda para todos e todas, relegando a maioria à exclusão, é necessário haver intensa manipulação ideológica para manter a ordem das coisas, legitimando certas práticas por parte dos detentores do poder. Nesse sentido, o sistema punitivo recai sobre determinados grupos de pessoas, sobretudo jovens pobres e negros, ocasionando a estigmatização e a criminalização da pobreza, correspondendo a uma lógica de controle social e acentuada exclusão. O “debate” que envolveu os deputados estaduais Capitão Tadeu e Yulo Oiticica, questionando a brutal violência institucionalizada e “quem deve morrer, se bandidos ou policiais” e “direitos humanos”, é no mínimo patético. Ambos da base governista tergiversam o real problema da violência e insegurança urbana do governo Wagner, que silencia e abafa crimes, por priorizar setores que concentram ainda mais a injustiça social geradora da insegurança. Quem vai contra esta realidade de violência, que está instaurada na Bahia, sob a alegação de defesa da justiça, da segurança e dos direitos humanos? No governo Wagner há uma matriz da violência consentida e tolerada pelos crimes de contingências políticas. Crimes como o assassinato, numa emboscada, do professor e presidente da APLB de Porto Seguro, Álvaro Henrique Santos e do seu amigo Elisney Pereira, em 2009, envolvendo partidos da base do governo. Assassinatos do diretor Tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, Paulo Colombiano e da secretária do Comitê Estadual do PCdoB, Catarina Galindo, em 2011. Quem desses deputados lutaram, gritaram para prender os verdadeiros “culpados”? Podemos caracterizar “crimes” também contra os direitos e cidadania o descaso do governo Wagner e dos parlamentares em negociar por quase dois meses com os professores das universidades estaduais da Bahia (UEBAS), enquanto o governo passou uma imagem de greve sem justificativa e sem causa. Que será preciso para ser político? Os políticos amigos do poder acatam, obedecem, louvam os poderosos e enganam ao povo, curvam-se, dizem lutar pelos direitos humanos, dizem lutar por melhores condições de trabalho para as classes dos trabalhadores. Estão no poder, são omissos ou são coniventes com as decisões do governo estadual e nada falam e fazem para mudar a política perversa, injusta, geradora da insegurança, que viola os direitos elementares do ser humano. De que lado está a Lei? Apesar de tudo, as coisas andam. A cada dia mais e mais pessoas vencem a ignorância, a apatia e o egoísmo; participam de ações cidadãs, livres e conscientes no mundo. (Rose Bassuma é e educadora e psicopedagoga - www.rosebassuma.com.br - Twitter: @rosebassuma).
A assustadora explosão da violência na Bahia é justificada pelas autoridades por inúmeros problemas, mas estas mesmas autoridades a tratam com descaso. É frágil a segurança pública, com policiais despreparados e, em muitos casos, corruptos.
ResponderExcluirMas o que podemos fazer para mudar isso? O país assiste atônito à escalada do poder e à ousadia do crime organizado, ao mesmo tempo em que se tornam cada vez mais corriqueiros os crimes com motivações pessoais ou sem sentido.
ResponderExcluirPor que se mata tanto? Por que os governantes permanecem anestesiados e não reagem tornando a segurança uma prioridade? O que a sociedade civil pode fazer para mudar este quadro?
ResponderExcluirAcho que tudo começa da educação.A partir do momento em que se investir em uma educação de qualidade com a preocupação de preparar os nossos jovens de verdade,acho que diminuirá de forma acentuável a violência.Sendo assim,jovens educados são jovens mais preparados com uma visão crítica melhorada, eles futuramente vão saber alinhar o nosso país em sentido vitorioso.
ResponderExcluirUma coisa muito importante para diminuir a violência, é reduzir a maioridade penal. É um absurdo achar que um garoto de 14 anos não tem responsabilidade e não pode responder por seus atos a ponto de tirar a vida de um cidadão e continuar impune.
ResponderExcluirIsso é falta de políticas públicas, e falta de vergonha na cara dos governantes, porque a violência tem que ser prioridade no nosso país.
ResponderExcluirViolência!
ResponderExcluirO que podemos fazer para diminuir?
Cada dia,cada hora,cada segundo,em algum lugar está acontecendo a tal VIOLÊNCIA...
É morte...é trajédia...é abandono.
Como dizia Arthur Schopenhauer: “Toda verdade passa por três estágios. Primeiro, ela é ridicularizada. Depois, ela é violentamente confrontada. Terceiro, ela é aceita como sendo óbvia.”
ResponderExcluirWashington Reis