Ninguém avalia um candidato a prefeito de sua cidade em função de um problema do Brasil, do estado ou de outra cidade. Problemas locais pedem
respostas locais. Daqui a quase exatamente um ano, entraremos na fase final da campanha para as eleições municipais. Em todas as cidades as equipes dos candidatos a prefeito e vereador estarão dando os últimos retoques no discurso que será apresentado aos eleitores através da televisão e do rádio. Já era mais que tempo para que soubéssemos o que são essas eleições e em que diferem das outras, para os cargos estaduais e nacionais. Mas não, parece que não aprendemos. Insistimos em encará-las de forma equivocada. O principal problema é querer encontrar nelas uniformidades que não existem. Se há uma regra nas eleições municipais é que elas são singulares, pois são determinadas por fatores locais, nos quais a influência das questões nacionais tende a ser pequena. Nas eleições nacionais e estaduais, a população está preocupada com as questões econômicas. Nas municipais, com a falta de verbas para obras nos bairros. Nas cidades grandes, a pauta é uma. Nas pequenas, outra. Há lugares em que a carência de empregos é crítica, e vários em que se tornou irrelevante. Existem cidades obcecadas com a segurança e muitas que levam a vida sem sustos. É claro que existem fatores nacionais e que os eleitores de todo o país compartilham sentimentos e opiniões. Mas a escolha que terão que fazer no dia 7 de outubro de 2012 é entre personagens concretos, que se habilitam a responder a problemas concretos de cada localidade concreta. Ninguém avalia um candidato a prefeito de sua cidade em função de um problema do Brasil (por mais grave que seja), do estado (por mais evidente que tenha se tornado) ou de outra cidade (mesmo que seja difundido diariamente pela mídia). Problemas locais (ainda que semelhantes) pedem respostas locais. Na agenda da população de duas cidades, é possível que a mesma preocupação esteja em primeiro lugar. Sem medo de errar, podemos apostar que, na totalidade delas, a má qualidade do atendimento oferecido pelo sistema público de saúde e segurança estão nesse posto. Mas os candidatos não serão selecionados em função da existência do problema e sim do que fizeram (se forem de continuidade) ou se propõem a fazer (se de oposição) para enfrentá-lo. E as propostas são, sempre, locais, mesmo quando ultrapassam a esfera municipal e envolvem relações com o estado ou a União. Em outras palavras: perdemos tempo procurando “o tema” das eleições e tentando identificar que fatores atuarão no conjunto do eleitorado de nossos quase 6 mil municípios. O que motiva o voto não é o problema e sim a resposta, e ela é local. Por isso, faz pouco sentido especular a respeito do impacto eleitoral de uma piora do quadro econômico internacional em 2012. Questões como a queda do dólar, as dificuldades para a exportação, a perda de velocidade no ritmo do crescimento nacional, são de grande importância para os eleitores (pelo menos, para alguns). Mas todos sabem que escolher o prefeito da cidade e o vereador são coisas diferentes, que pouco (ou nenhum) efeito têm sobre elas. Nem se escolhe, nem se descarta um candidato por causa delas. As perspectivas eleitorais do PT piorariam se a avaliação do governo Dilma caísse? Talvez, mas não nos esqueçamos que o partido conquistou apenas 10% das prefeituras em 2008, quando a popularidade de Lula batia recordes. E recebeu 56% do voto válido para presidente na eleição seguinte. Talvez não precisemos de ilustração maior da pouca relação que há entre voto local e questões nacionais.
respostas locais. Daqui a quase exatamente um ano, entraremos na fase final da campanha para as eleições municipais. Em todas as cidades as equipes dos candidatos a prefeito e vereador estarão dando os últimos retoques no discurso que será apresentado aos eleitores através da televisão e do rádio. Já era mais que tempo para que soubéssemos o que são essas eleições e em que diferem das outras, para os cargos estaduais e nacionais. Mas não, parece que não aprendemos. Insistimos em encará-las de forma equivocada. O principal problema é querer encontrar nelas uniformidades que não existem. Se há uma regra nas eleições municipais é que elas são singulares, pois são determinadas por fatores locais, nos quais a influência das questões nacionais tende a ser pequena. Nas eleições nacionais e estaduais, a população está preocupada com as questões econômicas. Nas municipais, com a falta de verbas para obras nos bairros. Nas cidades grandes, a pauta é uma. Nas pequenas, outra. Há lugares em que a carência de empregos é crítica, e vários em que se tornou irrelevante. Existem cidades obcecadas com a segurança e muitas que levam a vida sem sustos. É claro que existem fatores nacionais e que os eleitores de todo o país compartilham sentimentos e opiniões. Mas a escolha que terão que fazer no dia 7 de outubro de 2012 é entre personagens concretos, que se habilitam a responder a problemas concretos de cada localidade concreta. Ninguém avalia um candidato a prefeito de sua cidade em função de um problema do Brasil (por mais grave que seja), do estado (por mais evidente que tenha se tornado) ou de outra cidade (mesmo que seja difundido diariamente pela mídia). Problemas locais (ainda que semelhantes) pedem respostas locais. Na agenda da população de duas cidades, é possível que a mesma preocupação esteja em primeiro lugar. Sem medo de errar, podemos apostar que, na totalidade delas, a má qualidade do atendimento oferecido pelo sistema público de saúde e segurança estão nesse posto. Mas os candidatos não serão selecionados em função da existência do problema e sim do que fizeram (se forem de continuidade) ou se propõem a fazer (se de oposição) para enfrentá-lo. E as propostas são, sempre, locais, mesmo quando ultrapassam a esfera municipal e envolvem relações com o estado ou a União. Em outras palavras: perdemos tempo procurando “o tema” das eleições e tentando identificar que fatores atuarão no conjunto do eleitorado de nossos quase 6 mil municípios. O que motiva o voto não é o problema e sim a resposta, e ela é local. Por isso, faz pouco sentido especular a respeito do impacto eleitoral de uma piora do quadro econômico internacional em 2012. Questões como a queda do dólar, as dificuldades para a exportação, a perda de velocidade no ritmo do crescimento nacional, são de grande importância para os eleitores (pelo menos, para alguns). Mas todos sabem que escolher o prefeito da cidade e o vereador são coisas diferentes, que pouco (ou nenhum) efeito têm sobre elas. Nem se escolhe, nem se descarta um candidato por causa delas. As perspectivas eleitorais do PT piorariam se a avaliação do governo Dilma caísse? Talvez, mas não nos esqueçamos que o partido conquistou apenas 10% das prefeituras em 2008, quando a popularidade de Lula batia recordes. E recebeu 56% do voto válido para presidente na eleição seguinte. Talvez não precisemos de ilustração maior da pouca relação que há entre voto local e questões nacionais.
Nessa época todo mundo fica prometendo mil coisas .. mais na hora que se candidata realmente quero ver neguinho fazer alguma coisa !
ResponderExcluirApelos , apelos ... quero ver é fazer!
ResponderExcluirAmiga Leninha espero que faça a escolha certa, coligação certa, só digo que,onde for lá estaremos.O movimento Reage Itabuna só quer somare trazer esperança de dias melhores.O futuro é agora.Boa sorte amiga e companheira.
ResponderExcluirTaí uma chapa imbatível: Azevedo Prefeito e Leninha Vice-Prefeito!
ResponderExcluirJosué Nogueira
Não se iludam, as coligações são apenas os cargos à serem destribuidos quando o candito ganha a eleição. "Uma pessoa de renome da apoio, em troca de cargos. POLÍTICA é sempre a mesma coisa, BLÁ, BLÁ, BLÁ...
ResponderExcluirPrecisamos realmente de uma equipe nova, sem Geraldo, Fernando, Azevedo e que entre na prefeitura sem o aopio deles ´para não ficar devendo favores. Mas isso é muito dificil, pois a propia polulação se corrompe.