O filme Gaby – uma história verdadeira (1987) é o filme de estréia do diretor Luiz Mandocki, que trabalhou com a própria Gabriela Brimmer no
desenvolvimento do roteiro. Rachel Levin é a protagonista que desenvolve a personagem-título e é considerada uma revelação. Gaby, como era chamada, era filha de europeus refugiados no México que quando pequena, seus pais a levavam incessantemente a diversos médicos, mas fatigados de respostas negativas decidiram aceitá-la como ela era, reconheceram que ela tinha um problema e optaram seguir normalmente. Ela possuía um distúrbio neurológico que a impedia controlar seu corpo, não conseguia falar e apenas movimentava seu pé esquerdo. Quando Gaby cresceu, seu pai a ensinou que existem dois tipos de barreiras, a barreira real e a barreira imposta por nossos próprios medos. A grande dificuldade era destingi-las, pois todas as pessoas têm limitações, mas enfatizou que as das pessoas “normais” eram mais “perigosas” porque não eram visíveis. Gaby tinha o apoio de seus pais e de uma empregada/amiga que a ajudava a superar as barreiras impostas pela deficiência, também contava com o apoio de uma máquina de escrever e uma prancha de comunicação, um simples pedaço de madeira que continha o alfabeto pintado. Ao freqüentar escolas para pessoas com necessidades especiais, Gaby conheceu um amigo/namorado, Fernando, que como ela também era portador de necessidades especiais, porém ele não contava com o mesmo apoio familiar que Gaby. Ambos se envolvem sexualmente permitindo, assim, mostrar que as questões que afetam a sexualidade das pessoas com deficiência são as mesmas que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Tomando como exemplo Beethoven, que compôs músicas após tornar-se surdo, Gaby submete-se a um teste na escola regular e deixa a escola especial, mas a mãe de Fernando não o estimulou e não permitiu que ele tivesse as mesmas condições de crescer e ir a frente, assim não permitiu a troca de escola. No início Fernando resiste, mas ele enfraquece e acaba cedendo à vontade da mãe. O filme não mais relata sobre Fernando, exceto que ele continuou sua vida limitada pelo medo e pela falta de apoio e não pela doença. Gaby conseguiu ingressar na Universidade, mostrando que aprendeu a lição deixada pelo seu pai: saber a diferença entre nossos limites reais e nossos medos. Na universidade envolve-se com um homem dito “normal”, que a auxilia neste universo preconceituoso e repleto de limitações. Gaby sente a necessidade de ter um emprego e incentivada por ele, vai a uma entrevista. Devido aos preconceitos engendrados na sociedade, Gaby só consegue ingressar neste mundo após uma longa prova, surpreendendo a todos, alcança o posto de editora chefe do departamento. Quanto ao seu relacionamento amoroso, não obteve sucesso, não por preconceitos, e sim por problemas normais enfrentados por qualquer casal. Sem dúvida, quando a questão é discutir a inclusão de pessoas com necessidade especial, Gaby – uma história verdadeira é um clássico do cinema internacional. Dentro desta perspectiva, analisamos que é possível romper com os conceitos preestabelecidos. Cabe à mídia ser agente nesse momento de transformação exercendo seu papel de formador de opinião. É preciso que os espaços na mídia sejam mais bem explorados e que os novos paradigmas sejam trabalhados pelos meios de comunicação, dando espaço a filmes entre outros meios que retratam com maior fidelidade o portador de deficiência. (Ângela Góes).
desenvolvimento do roteiro. Rachel Levin é a protagonista que desenvolve a personagem-título e é considerada uma revelação. Gaby, como era chamada, era filha de europeus refugiados no México que quando pequena, seus pais a levavam incessantemente a diversos médicos, mas fatigados de respostas negativas decidiram aceitá-la como ela era, reconheceram que ela tinha um problema e optaram seguir normalmente. Ela possuía um distúrbio neurológico que a impedia controlar seu corpo, não conseguia falar e apenas movimentava seu pé esquerdo. Quando Gaby cresceu, seu pai a ensinou que existem dois tipos de barreiras, a barreira real e a barreira imposta por nossos próprios medos. A grande dificuldade era destingi-las, pois todas as pessoas têm limitações, mas enfatizou que as das pessoas “normais” eram mais “perigosas” porque não eram visíveis. Gaby tinha o apoio de seus pais e de uma empregada/amiga que a ajudava a superar as barreiras impostas pela deficiência, também contava com o apoio de uma máquina de escrever e uma prancha de comunicação, um simples pedaço de madeira que continha o alfabeto pintado. Ao freqüentar escolas para pessoas com necessidades especiais, Gaby conheceu um amigo/namorado, Fernando, que como ela também era portador de necessidades especiais, porém ele não contava com o mesmo apoio familiar que Gaby. Ambos se envolvem sexualmente permitindo, assim, mostrar que as questões que afetam a sexualidade das pessoas com deficiência são as mesmas que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Tomando como exemplo Beethoven, que compôs músicas após tornar-se surdo, Gaby submete-se a um teste na escola regular e deixa a escola especial, mas a mãe de Fernando não o estimulou e não permitiu que ele tivesse as mesmas condições de crescer e ir a frente, assim não permitiu a troca de escola. No início Fernando resiste, mas ele enfraquece e acaba cedendo à vontade da mãe. O filme não mais relata sobre Fernando, exceto que ele continuou sua vida limitada pelo medo e pela falta de apoio e não pela doença. Gaby conseguiu ingressar na Universidade, mostrando que aprendeu a lição deixada pelo seu pai: saber a diferença entre nossos limites reais e nossos medos. Na universidade envolve-se com um homem dito “normal”, que a auxilia neste universo preconceituoso e repleto de limitações. Gaby sente a necessidade de ter um emprego e incentivada por ele, vai a uma entrevista. Devido aos preconceitos engendrados na sociedade, Gaby só consegue ingressar neste mundo após uma longa prova, surpreendendo a todos, alcança o posto de editora chefe do departamento. Quanto ao seu relacionamento amoroso, não obteve sucesso, não por preconceitos, e sim por problemas normais enfrentados por qualquer casal. Sem dúvida, quando a questão é discutir a inclusão de pessoas com necessidade especial, Gaby – uma história verdadeira é um clássico do cinema internacional. Dentro desta perspectiva, analisamos que é possível romper com os conceitos preestabelecidos. Cabe à mídia ser agente nesse momento de transformação exercendo seu papel de formador de opinião. É preciso que os espaços na mídia sejam mais bem explorados e que os novos paradigmas sejam trabalhados pelos meios de comunicação, dando espaço a filmes entre outros meios que retratam com maior fidelidade o portador de deficiência. (Ângela Góes).
Sou estudante de Psicologia e muitíssimo interessada nas questões da Deficiência, meu TCC será relacionado á Hidrocefalia e gostaria de saber se alguém teria alguma indicação sobre filmes ou documentários a respeito da Hidrocefalia.
ResponderExcluirÉrica
Sou educadora e acredito ser de máxima importância conhecermos e respeitarmos qualquer deficiência.
ResponderExcluirAqui estão algumas sugestões de filmes:Deficiência auditiva
A música e o silêncio
Filhos do silêncio
Adorável professor
O piano
O país dos surdos
The Dancer
Black
O filme surdo de Beethoven
Los amigos
Querido Frankie
Tortura silenciosa
And Now Tomorrow
Cop Land
Deficiência física
A força de um campeão
Amargo regresso
Carne trêmula
Feliz ano velho
Nascido em 4 de Julho
O óleo de Lorenzo
Uma janela para o céu (Parte 1 e 2)
Dr. Fantástico
Johnny vai à guerra
Meu pé esquerdo
Deficiência mental
Forrest Gump, o contador de histórias
Gaby, uma história verdadeira
Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador
Meu filho, meu mundo
Nell
Nick and Gino
O oitavo dia
Rain Man
Simples como amar
Uma lição de amor
Shine – Brilhante
Loucos de amor
Uma mente brilhante
Jornada da alma
Eu me chamo Elisabeth
Os melhores dias de nossas vidas
Deficiência múltipla
Amy
Helen Keller and Her Teacher
O milagre de Anne Sullivan (br) / O milagre de Helen Keller (pt)
The Unconquered (Helen Keller in Her Story)
Cegos, surdos e loucos
Sob suspeita
Uma lição de amor
Experimentando a vida
Deficiência visual
Além dos meus olhos
Perfume de mulher
À primeira vista
Dançando no escuro
Castelos de gelo
Ray
Quando só o coração vê
Um clarão nas trevas
Jennifer 8 – A próxima vítima
La symphonie pastorale
Vermelho como o céu
Abraços! Kmila
ADORO ÂNGELA E SUA INCASÁVEL LUTA A FAVOR DOS SEUS SEMELHANTES.
ResponderExcluirELA É UM ANJO DE PESSOA. - RITA DUARTE DE LIMA
Uma história emocionante, sensível e ao mesmo tempo divertida! abraços e fique bem! Vera
ResponderExcluirHum… parece que este filme é muito bom mesmo!
ResponderExcluirOutro filme excelente e que trata do tema deficiência é o filme 'A primeira vista', você já assistiu?
Ele conta a história de um deficiênte visual que se apaixona por uma arquiteta... é o processo de 'cura' e de tentativas de passar a enxergar que torna o filme muitíssimo interessante!
Vale a pena conferir!
Beijos
Tahiana Andrade
AMEI O FILME MUITO INTERESANTE ELE MOSTRA O LADO MAIS SENSIVEL E INTERESANTE QUE MUITOS DAS VEZES A MEDICINA NÃO VER!!!!!!!
ResponderExcluirRILDO SANTANA
Olá Ângela, já assisti esse filme várias vezes e não me canso, pois gostei muito. sempre indico o filme a outras pessoas.
ResponderExcluirRicardo D. de Freitas
Val Cabral, este filme não só tocou a minha alma como expandiu os meus sentimentos mais funebres
ResponderExcluirGabrielle Karoline dos Santos Ferreira
Se pode resumir esse filme em pequenas palavras.... Ele é maravilhoso, muito bom.... asisti uma vez e vou asistir muito mais... Adorei: Jardyelly Santos
ResponderExcluirPessoal esse filme retrata bem o que vivemos no dia a dia, onde o enclausuramento de pessoas com deficiência em instituição que segundo elas estão praticando a inclusão, acabam mantendo pessoas que poderiam crescer avançar e superar limites, por interesses escusos.....
ResponderExcluirSou absolutamente contra segregação. Os professores, as escolas devem estar preparados para atender a diversidade pessoas, sejam lá quais forem suas limitações......
Agradeço as palavras carinho e a todos que postaram a respeito do texto.
Saudações INCLUSIVAS,
Ângela